domingo, 28 de dezembro de 2014

"Sou ariano
Sou agressivo
Sou violento
Sou impulsivo
Um batalhador
Um guerreiro
Que sempre luta sempre contra a própria dor
Sensivelmente insensível
Mas sou sincero
Sou vencedor
Eu sou o primeiro que sempre caiu
E o primeiro que sempre se levantou
E o mais importante:
Eu sou feliz
Eu sou completo por eu ser do jeito que eu sou."

terça-feira, 16 de dezembro de 2014

Vá embora, violão

Ariana com ascendente em touro e lua em câncer. Essa sou eu. Teimosa, comilona, briguenta, explosiva, impulsiva, apaixonada, desapaixonada, falante, comunicativa, sociável, amorosa, carinhosa mas não melosa. Líder, mas preguiçosa, ativa mas procrastinadora. Tenho certeza, mas mesmo assim sou confusa, escolho e sofro, sofro mas nem tanto assim. Sofro e depois não ligo, mas um rancorzinho fica. Pra depois ir embora e eu nem lembrar mais da sua existência, até você passar na minha frente de novo. Fogo, calor, mas gelo e frio ao mesmo tempo. O fogo que te aquece mas também pode te queimar. 

E é por isso que eu digo: vá embora, violão. Vá embora porque você não merece esse lugar. 


Eu

"Nossa, mas que egoísta esse título."

Sim, até eu mesma concordo que esse título é bem egoísta. Mas e daí? O blog é meu, o texto é meu e quem está escrevendo este texto sou eu. Por que não deveria ser egoísta? Ultimamente eu tenho tentado ser mais egoísta e olha só: eu tenho conseguido. E como é bom ser egoísta. 

Eu acho que passei muito tempo e boa parte da minha vida me preocupando demais com o que os outros pensavam e não só com o que eles pensavam, mas preocupada com eles mais do que comigo mesma. Tem pessoas que dizem que isso é um dos reflexos das pessoas que não gostam de olhar para si mesma por causa de autoestima ou porque elas preferem não encarar os seus problemas; eu não sei se concordo ou não com isso, confesso. Acredito que em partes eu não queria mesmo olhar para as minhas questões, mas em outras partes eu estava sim bem comigo mesma, sem problemas e sei lá, eu só achava que eu não valesse tanto assim para ficar me preocupando comigo o tempo inteiro. Os outros valiam mais a pena do que eu. 

A questão é que... eu não tenho que viver para os outros. Eu não tenho que viver em prol das expectativas alheias, sendo quem eles querem que eu seja. Eu tenho que ser quem eu bem entender, quem eu quero ser, fazer as coisas que me satisfazem e sei lá, se preocupar mais comigo mesma. Qual o problema de se preocupar comigo mesma? Olhar para mim e perceber que eu quero fazer algo que independa de outra pessoa? A sociedade de hoje espera muita empatia dos outros e as pessoas se doem muito quando não a encontram. A questão é: aceitem que dói menos. Muito menos!

A sociedade não vai ser sempre empática conosco e nós temos que aceitar isso ao invés de nos doer. Felizes e despreocupadas são as pessoas que entendem isso e que tentam fazer o máximo para que suas vidas sejam repletas de amor, empatia e felicidades próprias. Temos que ter empatia com nós mesmos. Temos que nos aceitar mais, nos ouvir mais, ouvir nossos pensamentos, nossos desejos, nossos corações. Temos que enxergar e respeitar mais os nossos limites para que assim consigamos só depois descobrir, enxergar e respeitar os limites dos outros. Como vamos entender o limite das outras pessoas se não entendemos os nossos próprios?

A questão é que temos sim que ser um pouco egoístas. Não estou falando de virarmos Narcisos e sairmos por aí mergulhando profundamente em nós mesmos. Embora nós sejamos lagos e Narcisos ao mesmo tempo, temos que entender que o mergulho interno é tão viciante quanto o canto da Iara que acaba por nos afogar e nos matar com seu brilho e encantamento... o mergulho dentro de nós mesmos tem que ser equilibrado. Um nado aqui e outro ali, mesclando aos poucos com mergulhos profundos e voltando a superfície sempre - pois podemos nos perder e não voltarmos mais de nós mesmos. 

Porém para entender melhor tanto a superfície quanto o nosso lago, devemos equilibrar essas nossas viagens entre mergulhos e retornos a superfície, para que possamos melhorar sempre nossa compreensão sobre todos os fenômenos.

terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Sinta a energia que emana dessa fonte de vida
O Sol exaltado sempre trás boa aventurança
Para os reis e seus amados
Apolo nunca esteve tão encantado.
Ares me sorri e diz assim
"Vá, agora é tua vez de brilhar"
E eu vou, com ímpeto, sem medo
Com um sorriso louco nos lábios
E instinto de um guerreiro.
Porque eu nasci pra lutar,
Eu nasci para abrir caminho.
Não me importa o que me espera
Se são rosas ou espinhos.
A chama da vida, o brilho da coragem
Não gosto dos fracos
Que não me apareçam os covardes.

Eu quero junto de mim os loucos
Os que tem esperança.
Quero junto de mim apenas
Os que são tão livres quanto uma criança
Quero fazer o impossível
Quero ser o primeiro
Quero viver e morrer como um nobre guerreiro.
Porque eu nasci pra lutar,
Eu nasci para abrir caminho.
Não me importa o que me espera
Se são rosas ou espinhos.
Você acha que isso é loucura
Mas pra mim loucura é não viver.

E se você não tem coragem pra vida
Saia do meu caminho, pois estou aqui pra vencer.



Who are you?

A graça de escrever é que às vezes nós estamos inspirados por um sentimento sem tê-los ou sentí-los de verdade. Acho que essa é uma das coisas que eu mais acho graça e que ao mesmo tempo acho encantador. Realmente o poeta é um eterno fingidor.... com isso concordo plenamente. 

Sempre tentei escrever os meus textos sem me importar com quem os lia.. afinal, eu tenho que deixar a minha criatividade e espontaneidade fluir, certo? Mas confesso que às vezes eu fico pensando: quem me lê? Quem está sabendo o que estou escrevendo? Acho até que quem acompanha (que eu não sei quem são essas pessoas, ahaha) percebeu que fiquei um tempo sem aparecer por aqui, mas isso não significa que parei de escrever. Meu caderno de ideias e textos ainda está recebendo a tinta da minha caneta quase todos os dias em seus papéis...

 Sei que passei o link do meu blog para alguns amigos meus, poucos, confesso, com a esperança de que eles conhecessem um pouquinho das palavras que eu gosto de juntar e ver no que dá. Mas quem é você? Por que continua vendo meu blog e lendo meus textos? São poucos, algo em torno de 5 ou 7 pessoas, mas são pessoas que para mim, já são importantes. Importantes porque eu nunca imaginei que o que eu escrevo um dia pudesse ser lido por pessoas que não eu mesma...
Essa música, essa letra, nessa versão, cantada desse jeito... <3

domingo, 23 de novembro de 2014

“Eu sou eu, você é você. Eu faço as minhas coisas e você faz as suas coisas. Eu sou eu, você é você. Não estou neste mundo para viver de acordo com as suas expectativas. E nem você o está para viver de acordo com as minhas. Eu sou eu, você é você. Se por acaso nos encontrarmos, é lindo. Se não, não há o que fazer.” 

Eu mesma

Primeiro... fez um tempo que eu deixei de fazer as coisas que eu gostava. Simplesmente porque elas me lembravam uma pessoa que por um longo tempo foi importante pra mim. E engraçado como as coisas sempre vem a calhar.... Assisti ao último episódio de Vampire Diaries, baixei todos os outros da nova temporada. Vou voltar a assistir The Originals e também Awkward. 

As músicas indies que eu sempre gostei eu continuei ouvindo, mas talvez porque esse fosse um dos únicos pontos que me ligavam a mim mesma que eu não consegui deixar de lado. Ultimamente eu tenho conseguido abrir mais o meu coração para mim mesma e perceber coisas que antes não percebia. Antes eu achava ruim sentir falta de alguém simplesmente por orgulho. Afinal, onde já se viu sentir falta de ex-namorado? Temos que nos mostrar sempre superior, sempre esnobes e mostrar sempre que estamos recompostas e que não sentimos nenhum pouco a falta deles. Acontece que isso é uma puta mentira e que está sim tudo bem em sentir falta deles. 

Eu sempre fui uma pessoa orgulhosa. Eu sempre tentei ao máximo controlar os meus sentimentos e me mostrar superior para todos... acontece que eu não preciso fazer isso. Eu não preciso guardar rancor dos outros para simplesmente me sentir superior porque na verdade, fazer de tudo pra se sentir superior não te ajuda em nada. Na verdade, só faz com que a gente se sinta cada vez menos superior e mais insegura. 

Demorou pra eu perceber isso, mas eu percebi. De todos os meus ex-namorados, acho que guardei rancor de todos; menos um, o mais recente. E o quão triste é isso? O quão triste é guardar rancor de todos eles pra então superá-los? Não tem coisa mais nonsense do que isso. 

É por isso que ao invés de guardar todas as boas memórias e me agarrar só nas ruins, eu estou fazendo exatamente o contrário. Cansei de ficar colocando os piores momentos acima dos melhores, simplesmente porque eu sempre fiz isso... agora é hora de eu lembrar de todos os momentos bons e entender que eles, assim como os ruins, fazem parte de mim e eu jamais vou conseguir esquecer, mas sim superar. Eu preciso deixar fluir e acho que depois de um bom tempo que tudo isso estava cristalizado, eu estou conseguindo parar de me sentir dessensibilizada. Eu até tenho chorado em alguns filmes ou episódios de seriados contra a minha vontade (até de chorar eu tinha parado). 

Estou deixando as memórias virem na minha mente e lembranças novamente para que assim eu possa chorá-las e guardá-las finalmente com carinho e não rancor. Guardar com carinho porque tudo isso fez e faz parte de mim e da minha vida. O que eu seria sem essas experiências? Provavelmente uma Milena totalmente diferente e acho que até meio babaca.

Eu gosto de quem eu sou hoje, mesmo com todos os meus problemas. Eu sei que eu engordei depois da viagem, eu sei que me fiquei meio desregular com váriooooos cuidados pessoais (saúde e até minha aparência, digamos assim) depois da viagem simplesmente porque eu não conseguia encarar os fatos e a realidade de que eu tinha voltado para o Brasil e que o meu mundo perfeito e encantado - sim, meus tios foram capazes de me proporcionar a melhor e maior experiência da minha vida - tinha acabado. Vou começar a cuidar de mim mesma, a cuidar do meu cantinho e olhar para a vida novamente. Chega de Tinder, chega de ficar procurando loucamente alguém pra me fazer feliz. Chega de ficar forçando coisas que não existem ou até mesmo ficar forçando os meus limites e também machucando os outros. 

Está mais do que na hora de reconhecer os meus limites e acima de tudo: respeitá-los. Respeitar os meus desejos, as minhas vontades. Respeitar a minha paz de espírito, o meu coração, a minha mente. Não adianta nada os outros me respeitarem se eu mesma não me respeito, certo? Eu sei me reconhecer e eu me conheço melhor do que ninguém, melhor do que qualquer outra pessoa. Eu sei o que é bom pra mim, eu sei o que eu preciso e consigo afirmar que eu precisei passar por tudo o que eu passei pra reconhecer isso hoje. 

Curiosamente a palavra transformação me veio a cabeça agora. Mas acho que não irei me transformar em algo diferente, ou que isso será um divisor de águas na minha vida, muito pelo contrário. Apesar das pequenas transformações diárias, eu acho que a partir de agora, eu vou passar a ser eu mesma.


sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Engraçado

Engraçado como algumas vivências ou alguns momentos fazem com que a gente entre em contato com outros sentimentos.... que de início não tem nada a ver uma com a outra. Acontece é que às vezes tomar um simples sorvete e ir conhecer o cachorro de alguém pode fazer com que a gente lembre de outras pessoas sem ao menos se dar conta. É engraçado como eu sempre percebo isso só depois de escrever e como eu sou patética neste ponto. É como se o universo estivesse tentando mostrar pra mim que a pessoa que está em meus pensamentos é nada mais nada menos é o original da história que eu estou tentando repetir. Repetições são engraçadas, mas somos nós mesmos que fazemos com que elas aconteçam, pra ser bem sincera. Nomes, gestos, estilos, perfis e até mesmo o jeito que nos conhecemos... foi tudo igual. 

Acontece que as pessoas são diferentes e ninguém é capaz de substituir ninguém ou causar as mesmas sensações. Mas podemos reviver algumas coisas com pessoas diferentes pra podermos entender o significado de outras coisas para nós.

Bem que eu queria que esse violão sumisse da minha vida, haha. Mas eu vou deixar que o tempo se encarregue dele entrar de vez, ou sair aos poucos de mim. Afinal, nem tudo depende de mim e só o tempo junto das músicas da Tulipa Ruiz vão conseguir trazer as minhas tão esperadas respostas...

terça-feira, 18 de novembro de 2014

Eu mesma

Depois de muito tempo... eu parei. Eu sei que parei... parei de procurar um amor, um namorado, alguém pra dividir a minha felicidade. Por que não tentar ser feliz sozinha? Não tô falando em endurecer o meu coração ou coisa do tipo... eu tô falando em me amar. Tô falando em me curtir, em fazer as coisas por mim e não pelos outros. Tô falando de fazer o que eu quero sem ter que ficar pensando se o amor, amorzinho, mozão, querido, bebê e afins vai ligar ou ficar irritado. Tô falando em comer um sorvete no fim de tarde sem sentir culpa de alguém ficar no meu pé, alguém que não seja eu mesma... E que eu resolva por mim mesma ir pra academia e malhar até queimar todos os sorvetes que comi no ano. 

Eu tô querendo é me curtir. Me cuidar... me amar. 

domingo, 16 de novembro de 2014

I miss you... and that's ok.

Eu escrevo esse texto ou carta ou sei lá o que que seja isso escutando Kate Nash, Nicest Thing. Quer coisa mais saudosa do que essa música? Se quiser, eu sei que tem um pouco de Snow Patrol e Maroon 5 nessa nossa história... 

A questão é que por 8 meses eu tentei afastar todas as lembranças que eu tinha de você. Eu tentei afastar tudo o que eu tinha ganhado de você, eu tentei afastar tudo e todas as minhas transformações que eu tive com você. Eu tentei afastar as minhas memórias e minhas lembranças suas assim como tentei afastar todas as nossas memórias juntos. Eu tentei afastar o seu cheiro e parece que ultimamente ele tem sido mais presente e forte em minha vida do que foi durante esses dois anos inteiros. Eu tentei afastar de minha vida tudo o que a gente costumava fazer juntos. Tentei afastar seu sorriso e sua risada da minha memória. Tentei afastar os seus gestos de carinho, de preocupação. Tentei afastar o jeito com que você me abraçava. O jeito com que você me amparava quando as coisas estavam feias. Tentei afastar as nossas brigas, tentei afastar todas as sensações e prazeres que tive com você... tentei tirar você de dentro de mim. 

Eu me culpei por 8 meses por não ter esquecido você. Eu me culpei por 8 meses por não conseguir tirar você de minha cabeça, tentei te odiar com todas as minhas forças. Tentei te culpar por todo o meu sofrimento e por tudo o que você disse pra mim. Eu tentei ficar com ódio e sentir raiva de todas as palavras frias que você disse para mim quando você terminou comigo. 

A questão é que eu não consigo sentir raiva ou ódio de você e nem te esquecer. Como esquecer alguém que fez parte e foi presente durante dois anos da minha vida? Como esquecer alguém que foi motivo de meus risos, meus sorrisos mas também de minhas lágrimas e angústias?

Não... eu não quero você de volta para mim. Não, eu não quero viver novamente todos os nossos momentos juntos. 

Eu tentei te afastar tanto de minha vida mas somente agora eu percebi que eu não devo fazer isso, muito pelo contrário. Eu tenho que aceitar comigo mesma que você ainda faz parte dos meus pensamentos, de minhas lembranças para que eu possa conviver comigo mesma. E sei lá... acho que está tudo bem sentir sua falta mas não te querer de novo em minha vida. Só assim eu vou conseguir me aceitar e aceitar que as coisas tem começo, meio e fim. E só assim eu vou conseguir liberar esse peso de minha vida e do meu coração e aceitar que está tudo bem tentar amar novamente.

terça-feira, 11 de novembro de 2014

Pra você dar o nome

Recentemente - não tão recentemente assim, mas tudo bem - eu descobri que eu realmente sou uma pessoa que gosta de ter alguém ao meu lado... que gosta de se sentir amada, de se sentir desejada, de sentir que tem sim alguém ao meu lado, me esperando com um sorriso, me confortando depois de um dia cansativo de trabalho e estudos com um abraço, beijo no topo da cabeça e um cafuné... Falando assim, até parece ser uma necessidade básica aos olhos de outras pessoas, mas para mim essa é uma necessidade que é a causa e que gera muitos dos meus problemas. É horrível sentir essa necessidade, porque a partir disso, a necessidade deixa de ser algo natural. Se torna uma busca incansável por isso, por essa pessoa, ao invés de deixar que tudo aconteça naturalmente. 

Acho que nesse texto, eu vou ficar com a imagem mais horrível e amedrontadora das histórias mais românticas que os livros nos contam. Eu odeio sentir essa necessidade. Eu odeio sentir que preciso de alguém para conseguir ser feliz. Que absurdo é esse? Por que eu não posso ser feliz sozinha, sem precisar de absolutamente ninguém? Por que eu não consigo viver a minha vida sem suspirar e pensar no meu próximo amor que nem eu sei se conheço? Por que não consigo parar de imaginar como será a minha vida à dois, sendo que eu nem tenho e nem quero ter conscientemente essa pessoa por enquanto? Por que eu não consigo parar de pensar em relacionamentos sendo que eles são as causas de quase todos os meus problemas? Por que eu não consigo desatar esse nó em meu coração e conseguir deixar com que as coisas fluam sem que eu precise ficar imaginando, pensando e fantasiando? Por que diabos eu não consigo viver no presente nesse exato ponto da minha vida? 

Cadê minha psicóloga?

quarta-feira, 5 de novembro de 2014

Elogio

Por que intensificar as características negativas? Por que não tentar me elogiar pelo menos uma vez ao invés de só me criticar? Um pouco de doce na vida de alguém não faz mal algum....

Exaustão

Hoje eu começo a reviver a minha saudade toda outra vez... as lágrimas que correram no meu rosto cansado só demonstram o quanto eu estou sim me esforçando e me dedicando a minha futura vida, quem sabe pessoal, mas principalmente a profissional. Porém eu sei que eu vou ficar com o sentimento eterno de que sim, eu poderia estar me dedicando muito mais. Poderia me dedicar muito mais ao meu trabalho, poderia me dedicar muito mais a minha faculdade, poderia me dedicar muito mais a minha vida pessoal e também ao meu corpo, por que não? Mas eu simplesmente não consigo. Eu simplesmente não consigo porque estou exausta

Se você for imaginar, é exaustivo só de pensar em fazer todas as coisas que eu faço. Eu trabalho, eu estudo, eu faço parte da comissão de formatura da minha turma. Sei que algumas pessoas não sabem, mas eu também estudo espanhol nas horas vagas - por aplicativos de celular e conversando com minha amiga colombiana, mas tento estudar com o que tenho e com o que posso -, leio meus livros, tenho meu blog e ainda aspiro para que no futuro eu consiga escrever um livro, quem sabe um livro de crônicas ou de contos... Mas mesmo exausta, eu sinto que eu poderia fazer mais. Estranho isso, não?

Eu não sei de onde surge tanta vontade de fazer novas coisas e continuar tendo o pique pra fazer e levar adiante as coisas que eu já faço, confesso. Às vezes sou eu tentando preencher um vazio eterno, um buraco sem fundo... vai saber.

terça-feira, 4 de novembro de 2014

Cabelos ao vento

Eu sempre imaginei como seria viajar com você... imagina, nós dois assim em uma estrada, eu de vestido com os pés descalços e você com o seu chapéu e a barba por fazer, escutando nada mais do que o som do violão do Jack Johnson saindo pelo alto-falante do seu carro... mas o seu violão estaria no banco de trás junto com as nossas malas, claro... 

Você iria me fazer rir com suas piadas pseudo-inteligentes e me faria rir ainda mais com as mil cantadas que você iria tentar jogar em mim... eu, sabendo da sua fama, é claro que iria fazer a durona, afinal... nem preciso comentar nada, não é mesmo? É aquele eterno cabo de guerra suave, eu fazendo a durona e você tentando me conquistar com sua eterna lábia, tentando sempre melhorar e eu, sem que você saiba, fazendo uma anotação mental e aprendendo com você todas as suas manhas para distribuir por aí e ser motivo de outros sorrisos. 

Acontece que a gente se completa sem se completar. A gente se encaixa sem precisar estarmos juntos... A gente aprende um com o outro sem precisar estar acontecendo absolutamente nada entre nós. A verdade é que eu gosto de estar com você e espero eu que você também goste de estar comigo. Estar no puro sentido da presença física e não algo mais complicado e desenvolvido. Estar. Assim. Aproveitando o momento e o que mais estiver nos aguardando no futuro.

No dia-a-dia... eu me lembro de todas as nossas experiências e saio por aí aplicando as mesmas cantadas que você me deu, de uma maneira muito mais adaptada... Saio por aí aplicando a sua lábia como se ela fosse minha enquanto você, acredito eu, saia por aí com um senso de humor e risada solta... Eu sou você... você sou eu. E assim vamos brincando de trocar, enganando e brincando com o sorriso esperto e frouxo quem aparece e aparecer em nossas vidas... 

Até que nos encontramos de novo para que assim, nosso repertório possa ser sempre atualizado...
Afinal... Quais são as chances?


segunda-feira, 3 de novembro de 2014

Ela

Todas as vezes em que eu o via... era como se todo o meu corpo formigasse. Eu sentia meus pés formigando, minhas mãos tremendo e a ansiedade em minha barriga... Aquele friozinho misturando ansiedade com vontade de ver, com vontade de falar e também aquela imensa vontade de sumir. Era como se eu quisesse desaparecer mas ao mesmo tempo...

Ele sempre me olhava com aquele sorriso de lado, aquela risada que conquistava e me envolvia. Ele sempre sorria com a mesma facilidade que tocava o seu violão... Sempre pensei em como seria escutar e ver seus dedos hábeis tocando um 5 a seco, me embalando nos meus próprios sentimentos enquanto - eu sei, sempre soube - ele gargalhava por dentro, feliz por me ver amolecer... era engraçado como o seu olhar conseguia me penetrar de uma forma tão intensa, fazendo com que o meu coração desse batidas em falso. 

Mas ele some na mesma frequência em que aparece... e o violão eu nunca mais ouvi tocar.

Mole

É estranho o quanto eu fico mole quando bebo... é como se o álcool destrancasse e escancarasse a porta do controle em minha vida. É engraçado o quanto eu fico relaxada e tranquila depois do meu amado copo - sim, o copo inteiro e por que não uma caneca, quem sabe? - de caipirinha. Pode vir cerveja, tequila, saquê, saquerinha... Eu sempre vou ser apaixonada pelo único amor líquido alcoólico em minha vida: a caipirinha. 

Minha mente, que geralmente já voa rápido, parece que voa mais livre ainda... meus movimentos ficam mais leves, sem regulação ou controle por minha parte. Fico com vontade de fazer todas as coisas que pensei e penso todos os dias, fico com vontade de sair por aí distribuindo o amor que sinto pulsar dentro do meu coração para quem eu sempre quis distribuir... e se você estiver no meio do caminho, por que não receber um pouco desse meu amor também? Fico mais sociável do que eu já sou, fico mais criativa, mais atenta - sim, você que acha que bêbados ficam lesados, é poque ainda não saiu comigo - e mais relaxada. 

Não sinto as dores comuns na cabeça, danço no ritma da música... fico mole, mole. Molinha, doidinha, doida

É o misto do sentir nada e sentir tudo ao mesmo tempo... 

Essa moça tá diferente, já não me conhece mais...

Enlace

Ah, como é difícil esse enlace... ela tenta, me enrola, me enrosca e me solta... Ela vem, vai e ainda deixa com que os cachos dos seus cabelos batam em meu rosto só para eu sentir o perfume do seu shampoo preferido... 

Ela levanta da cama com uma rapidez e quando vejo seus lábios já estão mais vivos, com a cor do seu batom preferido... e com a sua voz doce, marcante e mais forte do que as vozes femininas mais comuns ela diz....

Eu já volto, tá?
E eu aqui esperando até agora...

domingo, 2 de novembro de 2014

Lágrimas

(Escrito pelo celular)

Eu não sei o motivo, mas toda vez que eu escuto essa música eu sinto vontade de chorar... Como por exemplo, agora. Minhas lágrimas rolam e escorrem dos meus olhos sem nem mesmo que eu saiba o motivo ou o que estou sentindo para que elas desçam assim tão descontroladamente...

Eu estou lembrando e pensando várias coisas nesse momento. Coisas que fiz, coisas que irei fazer... Hoje eu escutei da minha melhor amiga, da minha irmã de coração que um dia vou morder a minha língua e que alguém roubará para si o meu coração... Aproveitou e me perguntou se não sinto falta de uma companhia, de alguém em minha vida que me trouxesse todos os benefícios e desafios de um relacionamento amoroso.

A verdade é que eu nem sei o que sinto. Não sinto falta no momento mas posso sentir mais tarde. Ela riu quando eu disse que não, que estava bem sozinha e que continuasse assim minha vida... Afinal, nas duas vezes em que alguém teve o meu coração, esse pobre pulsador sofreu e foi tão esmagado que eu nem sei se por enquanto ele pode e consegiue sentir alguma coisa.

E ah, ela riu quando eu disse que eu seria a executiva solteira que cuidadia dos filhos dos outros, os levando pea passear e gastando meu dinheiro com eles; e disse que isso seria sim bem provável... Mas mesmo assim, me fez prometer que ela fosse a
Madrinha de meu primeiro filho, caso esse alguém aparecesse em minha vida.

Mas mesmo assim, ela me disse para pensar nessa minha companhia, porque depois poderia ser tarde demais. Afinal, o tempo voa.

Mas eu temho 20 anos... Será que o tempo vai voar tão rápido assim?

Espero que meus 25 anos futuros sejam para sempre...

quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Depois de muito tempo

Você sempre com a pose de superior... volta aos meus sonhos exatamente do mesmo jeito. Engraçado como até mesmo nesses meus sonhos, pra pedir e implorar por mim, você implora de um jeito superior. Estranho, não é mesmo? Estranho saber que você não gosta de perder... e quando perde, esnoba. Mas quando ganha também. Por que isso?

Tire a sua máscara... ninguém está comprando essa sua ideia. 
Você tem ficado cada vez mais ridículo... Volte a ser você mesmo.

Porque assim, você não me engana. Ou melhor: não engana a si mesmo.

terça-feira, 28 de outubro de 2014

Depois...

É estranho dizer o quanto eu sinto a sua falta... o quanto eu gostaria que você me ligasse ou até mesmo me mandasse uma mensagem, dizendo que estará aqui em poucos minutos. A cidade borbulha para fora da minha janela, enquanto estou aqui, ouvindo meu indie e pensando sobre você. Como fazer com que você saia da minha cabeça? Como fazer com que eu consiga fazer minhas coisas sem ao menos pensar em seu sorriso ou melhor... em sua risada?

Por que você ainda vem me visitar em meus sonhos e pensamentos? Por que você não me deixa em paz e seguir em frente? Eu ainda tenho o seu vestido guardado dentro do meu guarda roupa, junto das minhas camisas xadrez... Mais do que seu vestido, eu tenho a lembrança e a memória da sua voz elogiando o meu perfume, elogiando o jeito como eu consigo ficar todo certinho antes de te ver só para você ter o simples prazer de me bagunçar por completo depois. 

Por que esse prazer? Por que me bagunçar sendo que você não vai me arrumar depois? É como se eu tivesse que me refazer - e eu tenho! que ódio - toda vez que você vai embora. E você sempre volta, de um jeito ou de outro, simplesmente pra me bagunçar de novo, e de novo, e de novo... 

3 meses já se foram e eu continuo juntando todas as peças todos os dias. E eu tenho certeza que quando eu colocar a última no lugar, você vai abrir a minha porta (afinal, você ainda tem a minha chave), assim como sempre fez, só pra me dar o seu sorriso, seu perfume e a sua lábia...

Voltei.

A paz do caos

E novamente estou aqui.. para falar dela. Quem me traz a paz, quem me traz a calma do jeito mais paradoxal possível. Ela, com seus cabelos esvoaçantes, com seu sorriso solto e até meio moleco, digamos assim.

Se ela fosse uma foto ou uma figura... ou até mesmo um desenho em minha parede, tenho certeza de que seus cabelos estariam em seu rosto da maneira mais bagunçada, com seu vestido rodado, seus olhos expressivos e seu sorriso... O sorriso que encanta, que emoldura, que brinca, que atrai.. o sorriso que me deixa curioso, o sorriso que me deixa ansioso, o sorriso que me deixa aflito... O sorriso que me faz sentir as mil e uma sensações que tenho dentro de meu peito. 

Ela é paz. Ela é caos. Ela é tudo e não é nada. Ela é minha, mas me escapa quando menos percebo... e volta outra vez só para dizer que ainda me possui e que irá aparecer quando eu menos esperar... E sumir outra vez.

Ele

Divertido, engraçado, fofo, músico.... cafajeste. Por mais que eu tente descrevê-lo de um modo diferente, cafajeste sempre vai ser a palavra que vai o definir melhor. Não tem outra pessoa que mereça mais esse adjetivo do que ele. Ele honra completamente seu adjetivo. 

A pior característica dos cafajestes é que por mais que você tente esquecê-lo ou até mesmo não pensar neles, você não vai conseguir e sempre ficará aquela pontinha de vontade te cutucando para falar com ele, para vê-lo... e ele vai te conquistar aos poucos, te amarrando em sua rede sem que você perceba e do mesmo jeito que ele te amarrou, ele te solta. E some. 

Não que isso seja bom ou ruim, mas a verdade é que eu já estou acostumada com isso. Eu adoro uma aventura dessas, porque na real, não dá pra chamar isso de romance, de paixão ou até mesmo de "um caso". Não tem nada mais excitante e empolgante do que sair com um cafajeste... o problema é que temos que tomar bastante cuidado com os nossos corações. É nesse momento que devemos fazer a nota mental de nunca, nunca darmos o nosso coração para eles. 

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

É estranho como temos uma sensação de vazio e paradoxalmente, como ela preenche os nossos corações. Essa sensação chega de repente, às vezes sem motivo aparente e se instala sem pedir licença. Porém isso nada mais é do que o acumulo de acontecimentos que deixam a gente assim. Coisas que acreditamos não ter importância, coisas irrelevantes ao nosso pensar, mas que juntas causam um estrago terrível, sem que nós percebamos. Temos que prestar mais atenção nos pequenos detalhes, nessas coisas pequenas e que julgamos irrelevantes, pois para o nosso coração, nada é irrelevante. 

Antigo

Um texto que escrevi há um bom tempo atrás... e como é engraçado que às vezes voltamos a alguns aspectos de nossa vida!

Sabe aqueles momentos em que você quer escrever, começa a escrever mas acha que tudo está um lixo, apaga tudo e deixa para depois? Pois bem, é o que tem acontecido comigo ultimamente. Tento escrever textos que expressem os meus sentimentos, minhas emoções e simplesmente não consigo. É como se tivesse uma barreira me impedindo de escrever, e o pior de tudo, é que eu realmente sinto essa barreira. O que será essa barreira? Será meu próprio medo de colocar meus sentimentos no papel? Será uma insegurança que surgiu do nada? Ou ela já estava aqui, dentro de mim, e só agora resolveu aparecer? Realmente não sei... E é por isso que eu escrevi sobre isso. Já li em vários lugares e recentemente, em uma conversa, li novamente e parei para pensar. A frase é “Devemos escrever aquilo que sentimos, mesmo que o texto não for bom. Assim, as coisas ruins saem no texto e abrem espaço para que coisas novas e boas surjam.” A frase não é exatamente desse jeito, mas a ideia é a mesma. Então, aqui estou eu, liberando o lixo para deixar as coisas boas entrarem em meus textos. Espero, dessa forma, ir quebrando essa barreira que surgiu em minha escrita.

Saudade

Inspirado num texto sobre saudade. Escrito há alguns meses atrás.

Saudade da sua voz.. De como ela cantava para mim. Saudade de como você sorria antes de pegar meu rosto com as suas mãos e devagar vir em minha direção. Saudade dos seus beijos... Saudade de seus lábios colados ao meu e de como eles percorriam e quem sabe ainda irão percorrer o meu pescoço, a minha clavícula e as minhas costas. Saudade de como sua mão me segurava firme, mas mesmo assim com carinho. De como o seu corpo se encaixava no meu. Saudade de como você sussurrava meu nome. Ou de como eu sussurrei o seu.

De como uma noite, depois de todas as nossas obrigações, você com firmeza me convidou para o seu quarto. De como me segurou contra a parede e de como me segurou, como se eu fosse apenas sua naquele momento. Posso estar devaneando um pouco, mas até agora lembro de como você me convidou, tão cheio de vontade e... bem. Você sabe.

Saudade de como as coisas foram. Saudade de como as coisas vão ser.
Não sei se é possível sentir saudade de algo que ainda nem aconteceu, mas mesmo assim sinto.
E por mais que esteja vivendo todo este momento de felicidade e do meu sonho, ainda sonho com seus lábios e seu sorriso todas as noites.

Os dedos mais dançavam no teclado do computador do que teclavam. Ela sempre gostara de como seus dedos se movimentavam neles, diferente de todos os outros. Eram movimentos delicados e rápidos, misturados com a firmeza do querer falar, do querer dizer através da escrita. 

Ele sempre olhara com carinho enquanto isso. E ela sorria, apreciando o seu olhar. Era lindo a maneira com que ele olhava para ela, sempre com admiração e respeito. Porém ele não estava mais aqui agora... e como ela sentia falta. Não doía, mas ela sabia que algo ali simplesmente não estava certo. Ela não sentia, talvez até porque não tivesse se dado conta. Era como se ela tivesse saído de casa com a sensação de que tinha esquecido algo mas simplesmente não conseguia se lembrar... E como isso incomodava. 

A sensação de saber que falta algo e saber que não está certo.
Mas continuar seguindo em frente.

Seus olhos

Não tem um dia em que seus olhos azuis não entrem em minha mente... que seu sorriso sincero não me deixe com saudade de sentir o calor do seu peito e sua mão carinhosa passando pelos meus cabelos, jogados em seu peito. Com você sempre foi diferente. Foi calmo, foi tranquilo. Foi firme. Foi doce, puro e verdadeiro.

Não tem um dia em que eu não sinta saudade de ouvir o seu "oi baby!", ou você me chamando de minha linda...

Eu acho que esse é o preço que pagamos por sermos indivíduos. Esse é o preço que pagamos por termos que respeitar os nossos limites, os nossos corações e as nossas vontades. Principalmente respeitar os nossos impulsos. Pena que eles fazem com que a gente perca algumas pessoas ou algumas oportunidades em nossas vidas. Por que isso? Seria tão mais agradável termos quem nós gostamos e que sabemos que gostam da gente ao nosso lado. Por que essa tortura? Para fazer com que a gente cresça, é isso?

Ou talvez estejamos realmente cada vez mais acostumados com as porradas diárias... com os tapas, com as agressões do que com o prazer. O prazer do amor, o prazer do sexo, o prazer da alegria e da felicidade. Por que nós temos que ficar mais acostumados com as coisas negativas do que com as coisas positivas? Por que quando as coisas positivas aparecem em nossas vidas, nós simplesmente não conseguimos suportar e fugimos delas? Será assim tão difícil amar? Deixar o amor fluir?

Ei pequeno, onde quer que você esteja... sinto falta do seu coração comigo.

Todas as noites

Não tem dia em que eu não pense... Não tem dia em que eu não pare e reflita sobre o que aconteceu, sobre o que está acontecendo... Não tem um dia em que eu não pense sobre alguma coisa que me incomoda ou que me agrade ao extremo. Talvez seja isso que tanto esteja me incomodando ultimamente: pensar. Eu sei que eu penso e às vezes até demais, embora achem o contrário... mas o que fazer para conseguir parar de pensar? É tão difícil tentar parar de controlar algo que às vezes nem é controlável... 


sexta-feira, 24 de outubro de 2014

Eu

Como já disse várias vezes, para mim é muito difícil escrever em primeira pessoa porque faz com que eu sinta os sentimentos do próprio personagem, que muitas vezes são profundos e intensos, seja qual for o sentimento dele. Para quem gosta de psicanálise, confesso ser um prato cheio, porque a projeção que acontece aqui eu realmente acredito que seja bem grande, haha. Mais um motivo para ser um pouco mais complicado escrever em primeira pessoa, porque seria meio que uma projeção escancarada em forma de palavras, que dançam na minha tela enquanto digito... Mesmo assim, vou tentando, sempre.

Eu

Minha mente é fluida, acredito que como a de todos as pessoas, vai saber. Mas para mim é sempre um pouco mais difícil prestar atenção no que está acontecendo externamente, ou seja, fora de mim. Se consigo me perder dentro de meus próprios pensamentos, imagina no dos outros? Acontece que eu nunca consegui desvincular meus pensamentos... principalmente quando alguém está compartilhando os seus comigo. É como se a minha mente fosse aberta para o universo, fosse infinita. Meus pensamentos chegam, se instalam e com a mesma intensidade em que eles chegam, vão embora. São como estrelas, que brilham mas depois de um brilho forte e intenso, morrem...

Acho que para mim a coisa mais difícil é eu conseguir me concentrar na fala de alguém... talvez seja por isso que eu adore olhar nos olhos e sorrir. Meu sorriso e meus olhos são umas das portas para a minha alma, eu reconheço... e não somente para a minha alma, mas para a minha mente e para o meu corpo também....

(Continua...)


sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Inspiração

Não é sempre que estou inspirada e isso é horrível. Por mais que eu queira escrever, não consigo. A inspiração não vem. Começo a escrever, a juntar as palavras e acho que tudo o que eu escrevi não vale a pena de ser compartilhado ou que não é bom o suficiente... acontece. Todo mundo que escreve passa por isso e eu espero do fundo do meu coração que quem não passe por isso que por favor, me ensine a não passar. 

Eu realmente acho que os textos são uma das formas mais bonitas de compartilhar sentimentos, além de claro, demonstrá-los. Talvez seja porque não consiga demonstrar tão bem assim o que sinto, ou às vezes não exatamente o que sinto, mas como ser carinhosa. Após um certo tempo de intimidade, até que consigo demonstrar bem, mas só quem realmente sabe o que é a dor de se expor e depois ter uma volta negativa, sabe o quanto é difícil continuar demonstrando os sentimentos e o carinho pelas pessoas que se importa, exatamente pelo medo de sofrer novamente. O que eu sei e entendo que seja uma besteira, pois essa insegurança, esse medo realmente atrapalha a nossa vida, não deixa com que ela flua em seu caminho... 


segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Provoca-me...

Um quarto escuro... um sentimento estranho. A ansiedade de saber o que estava acontecendo e o que iria acontecer. O medo do imprevisível, o medo do que estava por vir. Ele suava e as gotas do seu suor se acumulavam em sua testa. O quarto estava escuro e uma venda estava sob seus olhos. As amarras em seus braços estavam começando a incomodar e ele não se sentia nenhum pouco confortável em se sentir submisso aquilo. O que estava acontecendo, quem pusera ele ali? Ele sentia no ar um perfume conhecido, mas de onde vinha aquele perfume? Ele só tinha a certeza de ser um perfume feminino, e nada mais. Afinal, só o perfume de uma mulher poderia levá-lo até ali, certo? E esse sempre fora seu ponto fraco... mulheres. Elas realmente faziam o que queriam com ele, tiravam o seu suor, o seu sangue, tiravam sua força e paradoxalmente, ao mesmo tempo que tiravam, o energizava cada vez mais. 

Foi então quando o barulho do salto no carpete de madeira fez a sua primeira comprovação. Era uma mulher que estava ali e o jeito com que o salto batia no carpete ele podia sentir e tinha toda a certeza do mundo em como ela estava ali, rebolando enquanto caminhava para ele, do jeito que ele sempre apreciara em uma mulher... ele conseguia até imaginar o jeito em que ela caminhava, por mais quem fosse, olhando para ele de um jeito confiante, de um jeito extremamente sedutor... Como se ela fosse devorá-lo por inteiro. Como se ela fosse fazer com que ele fosse seu para todo o sempre. 

Seus sentidos começaram a ficar mais aguçados. A ansiedade agora ultrapassava o medo e a vontade de saber quem realmente estava lá era esmagadora. Seu coração estava acelerado, seu peito quente e as mãos geladas só traíam o seu estado físico. Ele queria saber quem era ela e era agora. 

É então que ela sussurra em seu ouvido... o som de sua voz, o seu hálito quente em sua orelha só fizeram com que ele se arrepiasse por inteiro ainda mais. Você sempre quis, não me engane. E ele sempre quisera, ele sabia disso. 

Agora ele sabia quem era. Ele sabia que ela estava ali, em seus saltos pretos, assim como os seus cabelos, que deviam estar caindo como ondas em suas costas, as costas que ele sempre gostou... Que ele sempre fazia questão de elogiar. E como ele a conhecia bem, ele sabia que ela estava usando o seu melhor batom vermelho, que provavelmente deixou uma marca em sua orelha quando ela sussurrou em seu ouvido. O seu olhar penetrante e o sorriso provocante que faziam com que ela fosse leve e penetrante ao mesmo tempo. O olhar que acompanhava todos os seus sonhos, o olhar que fazia com que ele acordasse no meio de tantas noites, só de pensar neles. E sua voz... a voz que era viciante e extasiante. Por que ela fazia isso? Por que ela o provocava sendo que ela sabia que ele a queria cada vez mais? Pra quê fazer isso se ela sabia que de nada adiantava... Para vê-lo sofrer? Para vê-lo pedir por ela e chamar o seu nome cada vez mais? É como se ela o cercasse aos poucos e quando ele menos imaginasse, ele estaria em seu colo, em seus braços, pedindo para ela que ela fosse sua... Mas ela nunca atendia a esse pedido. Então por que a tortura?

Mas como sempre, o seu pensamento se escapou no exato momento em que ela tirou a sua venda. E ele pode ver que ela estava do jeito que ele imaginou, do jeito que ele sonhou... o olhando com o mesmo olhar e sorriso provocadores... E foi então que sua mente parou de funcionar novamente e ele era somente emoções e sensações... outra vez.
Talvez a melhor forma de escrever é exatamente quando a gente processa os nossos sentimentos para só depois colocá-los no papel. Mas eu nunca vou dispensar uma boa trilha sonora pra depois escrever, é simplesmente muita perda de tempo. Eu acabei de sair do cinema e de assistir um dos filmes mais inacreditáveis que já assisti. Foi até engraçado, mas eu me imaginei assistindo ao filme com alguém que eu sabia que a conversaria renderia horas sobre... 

E é incrível como até mesmo o personagem me lembra essa pessoa, mesmo que inconscientemente. O formato do rosto, a voz meio morta, o rosto sem expressividade. Hahaha, minha amiga estava certa. Realmente eu tenho um padrão físico para homens. O que talvez seja bom. Ou não, vai saber. 

É engraçado até mesmo como a minha cabeça dói depois de assistir um filme complexo, um filme que desafie o meu cérebro e a minha percepção. Mas depois que peguei o jeito, foi fácil identificar o que vinha a seguir. O que mostra que eu tenho uma boa intuição ou percepção, certo? O que é bem complicado, porque essa minha percepção tem mostrado coisas para mim mesma muito antes delas acontecerem, até mesmo em minha vida, na realidade. O que me força a pensar novamente sobre tudo o que estou vivendo. Ah! Como filmes fazem com que a gente reflita sobre nós mesmos até mesmo quando o assunto não tem muito a ver com você...

domingo, 12 de outubro de 2014

Leveza

Há quanto tempo não me sentia leve... parece que a onda do sufoco realmente está passando - se é que já não passou. A viagem colaborou para isso mas depois da turbulência ao voltar pra realidade, acredito que estou começando a colher os frutos que irão ficar para sempre em minha vida depois de um grande momento de reflexão, de sentimentos.... depois de um grande momento e depois de muito tempo que eu não olhava para mim mesma. 

Eu comecei a entender que nós precisamos cultivar a nossa felicidade em nós mesmos e não em outras pessoas. Depender do outro para ser feliz é horrível e eu acredito que posso ser feliz comigo mesma, sem precisar do outro ou de alguém para cuidar de mim. Eu posso cuidar de mim mesma sozinha. Claro que compartilhar os momentos, os sentimentos e tudo o que você vive com outra pessoa é incrível e às vezes sinto muita falta disso, mas antes de conseguirmos compartilhar isso com as outras pessoas, precisamos aprender a compartilhar com nós mesmos. Precisamos ser inteiros para assim estarmos prontos para outras pessoas... e eu acho que finalmente entendi isso. 

Ouvir de alguém que meu sorriso é lindo, leve e que eu realmente estava me divertindo foi simplesmente sensacional. E não só o meu sorriso como o meu rosto inteiro. Meu rosto, minha feição, minha expressão facial como um todo. Sexta-feira consegui ser quem eu realmente sou, consegui misturar todas as Milenas dentro de mim mesma em um só momento. Consegui me sentir completa e inteira sendo quem eu gosto de ser, dançando, sorrindo, brincando, seduzindo... consegui me sentir completa. 

Consegui me sentir leve depois de muito tempo.

sexta-feira, 10 de outubro de 2014

Ela

Ela sempre foi aquela menina com um sorriso fácil no rosto, meio inocente mas de boba nunca teve nada. A mente dela era a mais avoada e seus pensamentos iam de A para Z em instantes... às vezes nem entendia o que eu falara, não sei se por não prestar atenção ou não conseguir se concentrar enquanto eu falava... Era como se eu nunca soubesse se ela estava perdida em seus próprios pensamentos ou zombando de mim. Era estranho também a forma com que ela me fitava como se eu fosse a pessoa mais meiga ou a única pessoa do universo e do nada, seu olhar de fofo passava para provocante em menos de um piscar de olhos, como se dissessem para mim "Eu te enganei o tempo todo... e ah, como foi divertido!". Falando em olhos, que olhos... castanhos, mas tão castanhos que pareciam uma jabuticaba e que sempre faziam com que eu me perdesse dentro dela todas as vezes em que olhava apenas para eles.. olhos que gostavam de brincar comigo, olhos que me faziam de palhaço e de mais o que eles quisessem fazer comigo. 

Sua mão... ah, sua mão. Macia, delicada. As unhas sempre feitas, faziam com que o toque fosse uma mistura de delicadeza e provocação que eu nunca soube entender ou explicar. A maioria das vezes, o anel que trazia em um dos seus dedos só traziam mais uma graça em seus gestos, misturados com a vontade e o prazer de simplesmente me provocar... E ela conseguia. Se fingia de inocente, distribuía sorrisos para depois, quando menos percebesse, descobrisse que na verdade quem sempre estivera completamente dominado e em suas mãos era eu




quinta-feira, 9 de outubro de 2014

Geralmente

Geralmente eu chego no trabalho, sento em minha mesa e vejo o dia passar na recepção do escritório... pessoas chegando, pessoas indo, pessoas passando e sorrindo. Pessoas agradáveis e outras nem tanto. Essa é a vantagem de trabalhar na recepção de algum lugar, o contato com as pessoas, o contato com os sentimentos e sorrisos do dia-a-dia... Porém não é sempre que estou assim, não é sempre que estou assim como estou hoje. Sorrindo, feliz, alegre... notei a diferença assim que entrei no escritório e abri todas as portas e janelas. Ah, sou eu quem abre o escritório na maioria dos dias....

Enquanto abria as portas, abria as janelas e olhava o raio de sol entrando aos poucos dentro da sala, senti algo diferente... senti algo feliz. Geralmente eu chego, abro tudo com cara de cansaço e já sento para trabalhar ou para ficar encarando a tela do meu computador, esperando alguma notícia ou novidade da minha chefe. Esperando alguma ordem ou algum pedido... hoje a primeira coisa que fiz, foi regar todas as plantas... era estranho o quanto elas estavam secas e eu nunca tinha parado para perceber isso. Foi um pouco triste, porque ninguém gosta de ver a vida se esvaindo por falta de cuidado... Não é como se a chuva estivesse ajudando. 

Mas enquanto eu regava cada planta, era como se ela se erguesse um pouco e, quase passando despercebido, sentia um leve agradecimento. Até as plantas que ficam escondidas e que nunca tinha me dado conta receberam água... 

E foi assim que meu dia começou. Feliz, alegre, descontraído... simpático. Feliz.

segunda-feira, 6 de outubro de 2014

Ela sempre pensava no futuro, sempre tentando sonhar com os pés no chão. O que ninguém tinha contado para ela ainda é que isso era praticamente impossível. Ela fantasiava, pensava nas coisas que iria e iriam fazer sem saber enquanto esperava chamarem sua senha no restaurante japonês. Acontece que enquanto o seu prato demorava, muitas coisas podiam mudar. Muitas coisas podiam se transformar e tudo, em menos de vinte minutos, poderia tomar um rumo totalmente diferente. O que ela não entendia era relativamente fácil para outras pessoas... As nossas escolhas e as nossas ações realmente mudavam drasticamente o rumo que sua vida iria tomar. 

 Mas por que as coisas tinham de ser tão difíceis e complicadas enquanto para outras pessoas tudo parecia ser mais simples? 

 Não que a transformação para ela fosse algo ruim, muito pelo contrário, ela adorava transformações, mas a cada passo que se transformava, ela vivia uma contradição. Ao mesmo tempo em que adorava transformações, queria se sentir segura delas. Como, eu também não sei. Mas a cada instante ela deseja voltar para o lugar onde ela sentiu que as oportunidades eram possíveis e que sentar e ler um bom livro, escutar o guitarrista surpreendentemente brasileiro enquanto esperava a linha B do metrô.

domingo, 5 de outubro de 2014


Ela estava deitada, com sono, enquanto sentia seu corpo sendo abraçado por ele. A noite não tinha sido fácil, trabalhou o dia inteiro, horas extras e reclamações do departamento sobre complicado projeto que estava sendo desenvolvido... As brigas do casal durante a semana também não estavam ajudando e seu julgamento estava consideravelmente afetado por todo o estresse. Era uma sexta-feira, porém não uma sexta-feira comum ou normal, que os dois estariam juntos com seus amigos num barzinho, ela tomando sua caipirinha e ele com seu refrigerante. Essa era apenas uma das diferenças entre os dois, que eles não se incomodavam nenhum pouco. 

Naquela sexta-feira, ela não estava cansada. Mais do que cansada, exausta. Ela sentia a raiva de si mesma escorrendo através de seus olhos até suas bochechas. Ela sentia o desespero daquela situação não acabar, não terminar. Ela, que sempre tinha seus objetivos bem claros em sua mente e em sua visão, agora não enxergava nada. E como aquele momento de escuridão a incomodava. Ela queria enxergar alguma coisa, pelo menos alguma coisa que a desse segurança. Que mostrasse para ela que tudo aquilo ia passar, mas não. Não passava.

Ele
Então, ele, mesmo que triste, com raiva... mesmo querendo brigar com ela, levantar a voz. Mesmo querendo que ela entendesse o seu lado, mesmo querendo que ela parasse um pouco para refletir e olhar que a sua semana também estava ruim... a abraçou. Aninhou-se ao seu lado na cama em silêncio, e simplesmente a abraçou. "Calma, meu amor. Tudo vai ficar bem". Foi então que as lágrimas dela desceram com mais ferocidade pelo seu rosto, seus soluços, seu desespero se mostrou evidente. Ele sabia que ela se preocupava com ele, ela sabia que ela entendia o seu lado e era esse também o motivo de seu choro...

Ela
E com aquele abraço, ela desabou... ela queria se agarrar nele, grudar nele e não soltar mais. Ela o queria por inteiro, queria sentir a firmeza dos braços dele a aninhando, a segurando. Ela queria cada vez mais a segurança que ele proporcionava para ela naquele momento.. o calor do seu abraço, do seu beijo, o calor de sua voz em sua orelha. O calor daquele momento que os dois compartilhavam um com o outro. Ela queria que ele não fosse embora, que ele continuasse ali, mas não era possível. O que ela faria sem ele? Ela sabia que conseguia seguir em frente, mas por que? Por que na vida dela tudo tinha de ser tirado sem dó e piedade? Por que as coisas sempre tinham que durar somente um instante, sendo esse instante 2 meses ou dois anos? Por que o universo fazia questão de apresentar pessoas erradas em momentos certos e pessoas certas em momentos errados? Ela estava cansada de como o seu coração inchava e e transbordava sentimento e depois era machucado ou arranhado pela insensibilidade do universo. Não era somente uma questão de escolha, era a ironia do destino e do universo rindo dela, zombando dela. 

E naquela noite, somente por mais aquela noite, eles dormiram enquanto se abraçavam, juntos.





Minha cabeça explode, meu coração explode... tudo explode dentro de mim neste exato momento. É como se eu tivesse colocado a minha cabeça dentro de uma balde d'água por um bom tempo e tivesse tirado agora. Estou com os olhos cansados, sentindo a minha garganta queimar, minha cabeça zonza de tanto pensar...

Você

Só de pensar em você, meu coração já esquentou. Já senti meu coração começar a dar alguns pulinhos involuntários. Meu rosto está quente, meu peito está quente... eu estou quente. Sei que sou um pouco mais quente que a maioria das pessoas, mas agora eu realmente estou sentindo meu corpo arder. Arder em sentimento. Arder só de olhar para a sua foto, só de pensar e lembrar o jeito que você me olha. O jeito com que você me beija, o jeito com que você coloca a sua mão no meu pescoço e me puxa para você. O jeito com que você me faz rir, mesmo em situações que não são tão agradáveis assim. O jeito com que você pegou o meu rosto e me colocou no seu peito, deixando as minhas lágrimas rolarem e falando "Calma, meu amor... vai ficar tudo bem. Vai ficar tudo bem.".

Eu realmente não sei se tudo vai ficar bem, mas eu espero que sim, do fundo do meu coração. Eu realmente não queria que as coisas se desenrolassem assim, mas quem queria? Acredito que você também não pensou que fosse ser assim...

Mas o que me consola é saber que você me ama. É saber que meu coração está com você e o seu comigo, mesmo não estando juntos. É saber que você quer meu bem, minha felicidade ao ponto de me deixar ir, esperando com que, quem sabe um dia, eu volte. E eu faço a mesma coisa, embora forçada, confesso. A vontade de voar é grande, imensa e acredito que você, acima e mais do que todas as outras pessoas entende completamente isso. Mas meu egoísmo às vezes fala mais alto, querendo sair correndo e ir até você ou ao ponto de gritar seu nome mentalmente, querendo que você se materializasse em minha porta. Sorrindo para mim, me esperando em frente ao carro, sorrindo, me ajudando a abrir o portão... Abrindo a porta do carro para mim e toda vez que eu agradeço, você "magina, meu amor".... 

A vontade de ter você aqui do meu lado agora, me amparando e me fazendo carinhos é imensa. A vontade de ter você aqui, me beijando, brincando comigo... a lembrança de ontem não para de vir em minha mente. É engraçado o como nós dois conseguimos ser mais estabanados e desastrados ainda, juntos. A forma com que nós dois conseguimos rir um do outro e ainda assim, não nos ressentir. A forma com que você se preocupa até com a música que está tocando porque você sabe do que eu gosto e de como as coisas fluem melhor com um Pink Floyd ou até mesmo Rush tocando... E posso falar uma coisa? A escolha de colocar blues para tocar a hora que você me buscou foi sensacional.

Rô... Eu quero voar. Eu sinto que preciso, mas por que não posso ter você ao meu lado neste momento? Fico me perguntando isso o tempo todo e desde que começamos a conversar sobre o nosso entrave, penso nisso. "Por que não posso ter ele ao meu lado? Por que não posso ter ele para voar comigo?", sendo algumas dessas perguntas realmente literais. As lágrimas que rolam no meu rosto agora são inevitáveis. Sinto ela ardendo em minha garganta e ardendo enquanto escorre pelas minhas bochechas. 

Me desculpe por ser tão egoísta. Mas é necessário... infelizmente agora, é necessário. Eu sei que poderia ser diferente, eu sei que poderia tentar... mas nós dois temos que nos preocupar com nós mesmos, principalmente nesse momento. Às vezes agora será um momento que nos foi dado para pensarmos um pouquinho mais sobre as nossas crenças, sobre os nossos princípios. Para repensá-los, ponderá-los... Eu não sei. Talvez esse seja o momento em que devemos levar em consideração os nossos princípios ou o dos outros, eu não sei. Não somente você, meu amor, mas os meus também. E, como disse ontem, devemos abdicar de nossos princípios somente se chegarmos a conclusão de que abdicar deles nos trarão mais felicidade do que infelicidade. Não sei se você pensa nisso, porém eu penso a cada instante, a cada minuto, a cada segundo. Eu não sei porque ainda não tentei, mas acredito que esse tempo irá me mostrar isso, assim como talvez irá mostrar para você.

Meu amor... eu sinto que quando a luz dos olhos meus e a luz dos olhos teus se encontram, elas encontram também o carinho e o sentimento em sua mais pura forma. Em sua mais sinceridade e serenidade. Não é um amor maluco, não é um amor conturbado, muito pelo contrário. É um sentimento que me aquece e me faz pensar em você com carinho a todo instante. Eu não quero o teu mal, muito pelo contrário. Eu quero sua felicidade e o seu bem-estar em todos os momentos de sua vida. Queria eu também estar do seu lado para compartilhar isso com você, porém agora não será possível.

Mesmo assim... aqui vou eternizar a sua promessa. (Eu disse que iria escrever)

Não interessa se eu estiver namorando, se eu estiver solteira, se eu estiver na Finlândia... Suas 40 horas de voo vão chegar e você vai sim me levar para voar. Eu vou esperar por isso assim como alguém que caminha almeja o seu destino final. 

No momento nós iremos caminhar sozinhos... mas eu realmente espero, do fundo do meu coração, de minha alma, que nossos caminhos se cruzem novamente lá na frente.
Essa realmente não foi uma semana nada fácil... mil coisas aconteceram e acredito que se apresentaram em minha vida para me testar. Testar minha paciência, testar o meu limite. Testar para conseguir ver até onde consigo ir sem desabar e quando eu desabei, perceber que tinham pessoas do meu lado para me segurar, para me apoiar. Para mostrar para mim o quanto sou bonita, por dentro e por fora. O quanto eu devo persistir e prosseguir para que assim minha caminhada continue. Não, não foi uma semana fácil, mas também... o que esperava? Eu não sou uma pessoa fácil e exijo desafios para que a minha vida se mostre interessante. Exijo desafios para que assim eu possa crescer e amadurecer. Amadurecer o jeito com que penso, amadurecer o jeito em como coloco as coisas em prática, amadurecer até mesmo o jeito em que sinto. 

Eu acredito no poder do amadurecimento. Acredito que quando mais maduros estamos, melhor conseguimos digerir as coisas que nos são apresentadas durante a vida. Durante essa caminhada dura. Acredito que ninguém, nenhuma pessoa tenha uma cruz tão grande que não seja capaz de segurar. Não nos são dados desafios que não podemos cumprir. E o mais legal é que junto com os desafios, também nos é oferecido suporte. 

Agradeço mais do que tudo os meus amigos por sempre estarem ao meu lado e me darem seu ombro e abraço amigo para que assim, consiga continuar minha caminhada.

sexta-feira, 3 de outubro de 2014

Pequena inspiração

Uma pequena inspiração, daquelas inspirações diárias, que chegam do nada, em momentos inusitados.

A sala não estava nem cheia, e nem vazia... mas sim mais ou menos cheia. Ou mais ou menos vazia. Do jeito que você preferir mais.
Fiquei te observando enquanto você, com sua voz firme e grossa, parou com o burburinho que existia na sala. Você, com apenas seu "boa noite", conseguiu calar a todos, fazendo com que a nossa atenção se prendesse apenas a você. E foi assim que fiquei.
Por um breve momento, fiquei presa a você, assim como você disse em sua poesia. Na poesia em que você lia para a gente. E eu, como adoro uma boa poesia, principalmente recitada pelos lábios de um homem - o que é muito raro nos dias de hoje - fiquei quieta e apenas ouvi. Mas não somente ouvi, como me prendi à você naquele pequeno instante.

Me encantei por você, apenas por aquele instante, assim como todas as coisas que acontecem em minha vida: pequenos instantes. Parece que tudo o que acontece comigo são em pequenos instantes. Começam, se desenvolvem e terminam em poucos segundos. É um rebuliço de sentimento que sinto e quando percebo: eles já não existem mais.


domingo, 28 de setembro de 2014

Carta

Essa é uma carta pra você... assim como todos os outros textos.

Eu ainda continuo gostando de como o sol bate em seu rosto, o iluminando de um jeito todo especial... eu ainda gosto jeito que você me olha e sorri para mim. Eu ainda gosto do seu cheiro, do seu abraço, da sua voz em meu ouvido... Eu ainda gosto de ouvir seus "Boa noite, minha linda" ou ler suas mensagens. Eu ainda gosto do fato de você estar próximo de mim todo final de semana....

Eu ainda gosto do seu cabelo, do jeito que você pega a minha mão... de como você gosta das mesmas músicas que eu e de como eu sei que você se sente quando você olha para o céu. Eu ainda amo saber dos seus sonhos e agora, mais do que nunca, eu quero que você se apegue neles e os siga.

Não... não deu certo agora. Mas e se der certo mais pra frente? Seja esse mais pra frente daqui a pouco tempo ou anos... eu não sei.

Eu ainda gosto de você... mas não deu.
Eu ainda gosto de você... mas e se der?
Eu ainda gosto de você... mas eu não sei.

I still like you, just the way you're. But I don't think that now is our time.
Right couple, right place, right feeling... but wasn't a good time.

:/

quarta-feira, 24 de setembro de 2014

I know that sometimes I feel down. Who doesn't? I think feeling down is not a problem... we cannot be happy all the time. I need to feel a little down so we can really give value to moments of joy... And it doens't mean that just because you're feeling a little down that you're not happy. That's not the truth!

quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Uma metamorfose urgente, por favor...

Diariamente tenho descoberto que me incomodo com várias coisas... pequenas coisas que fazem a diferença no contexto total e geral, se formos analisar. Eu gosto de falar e escrever sobre o que eu penso, gosto de discutir ideias, sejam elas parecidas ou totalmente diferentes. Gosto de tentar observar e analisar as coisas sobre um outro ponto de vista, até mesmo para conseguir me tornar uma pessoa mais crítica. Acredito que essa coisa de ficar fazendo o mesmo discurso por dias e dias, anos e anos pessoalmente não está com nada. Qual é a vantagem de ficar se repetindo a mesma coisa? A fim do que? Dela ficar estagnada pra sempre?

Claro que precisamos de bases de pensamentos, até porque todos nós, por mais que mudemos de opinião sobre teorias, acontecimentos, nós temos uma base. Mas qual é a de ficar falando a mesma coisa e tapar a viseira? Pra mim quem fica fazendo discurso sobre a mesma coisa de forma adoidada e acalorada é como um burro e sua viseira, metaforicamente falando, digamos assim. 

Devemos crescer sempre, procurar a evolução e não ficar falando sempre as mesmas coisas. É engraçado como pessoas de centros acadêmicos ou acalorados pela "causa social" sempre possuem o mesmo discurso, que veja só que engraçado, é sempre acalorado e fanaticamente o oposto do que a (não queria usar essa palavra, mas ok!) política e opinião da direita, por exemplo. Pra mim fica claro que é uma vontade de ser do contra, entende?

Pelo menos, para mim, pessoas que criticam fervorosamente religiosos fervorosos estão no mesmo saco que o deles. Qual é o ponto de você ficar discutindo fervorosamente com um fervoroso, seja fervoroso em qualquer opinião que seja (religião, política, opinião e por aí vai)? É a mesma coisa de que socar fortemente uma parede. A parede vai continuar ali e a sua mão vai estraçalhar, ou no mínimo ficar um pouco dolorida. 

Discursos fervorosos não valem nada, ao meu ver. O que precisamos é alcançar o equilíbrio, ou pelo menos tentarmos alcançá-lo, mas não dessa maneira louca de ter os dois extremos. De nada adianta!

Esse texto foge um pouco do que eu escrevo frequentemente, mas eu realmente precisava liberar meus pensamentos de alguma forma, e acredito que escrevendo aqui me ajuda a isso. Do mesmo jeito que acho desnecessário ficar discutindo fervorosamente, acho desnecessário ficar gritando a minha opinião aos quatro ventos para quem não está dando a mínima para ler ou ouvir.
Maybe what I'm going to say isn't a surprise for the ones that know me for a long time, but it is for the ones that doesn't know that much about me.

I did say that I'm missing so fucking hard my uncle, my aunt and the U.S. But in a way that you couldn't imagine. The thing is that I'm not that happy with my family. They don't care about me, they just want me to live my life without disturbing them and that makes me feel so sad. When I was with my uncle I felt loved, I felt that someone took care of me and that they really felt like I was special. I felt special with them. Here I feel like crap.

I have a job interview tomorrow. A big interview for a big company and my parents just said 'cool'. They didn't say "Congrats!" or huged me like my uncles would do. They didn't tell me how behave like my aunt did. They didn't pay attention to me when I said that. Instead of this, my mom just kept playing Candy Crush on her cellphone. Nothing more.

The thing is: I don't belong here. I don't belong with my family. I belong with my uncle or with anyone who loves me like they do. Someone who cares about me. I'm tired of being strong and persist on this thing. I'm done with being a strong lady. I feel that I need care. I need to be huged and kissed.

I don't know if my english was great on this essay, but this is how I feel right now. And the most curious thing is that I can't say this in portuguese. My brain and my heart just start thinking in english when I think about this. I'm sure that this mean something.

I miss the hell out of my uncles. I want my trip back, I want my dream back. I want to live away from them, I want to fly. I want to live my life.

quarta-feira, 10 de setembro de 2014


Mil oportunidades. Mil chances. Mil olhos. Mil olhares. Mil pensares... Mil universos.
Às vezes o seu universo está no olhar de outro alguém.

Vontades e desejos

Um dos meus maiores desejos é de conhecer e ir a uma cachoeira.
Eu nunca fui à uma cachoeira... e sei que quando for, tem que ser muito especial.

Eu sei lá porque, mas tenho essa coisa com a cachoeira e limpeza. Parece que quando eu entrar em uma cachoeira, irei me limpar e me energizar pra caramba. Sempre tive esse pensamento, tanto que um dos meus textos que escrevi há tempos atrás foi sobre encontrar uma cachoeira e consequentemente encontrar um sentido para minha vida... Essa ligação metafórica tem um sentido e tem sim o meu desejo escondido por de trás das palavras.

Acontece que eu sempre quis ir e me sentir naquele lugar. Me sentir como um ser se banhando na queda d'água, me sentir como um ser do universo, como uma pessoa única. Sei que todos nós somos únicos, mas a cada dia que passa esquecemos disso. Pode ser culpa do sistema, pode ser culpa do governo, da cultura, pode ser culpa do que for... mas a cada dia que passa esquecemos de como nós somos únicos. Podemos até encontrar pessoas parecidas conosco, mas jamais, jamais encontraremos alguém que seja completamente igual a nós.

E não tem nada mais bonito do que isso. Imagina se as pessoas, se as coisas fossem iguais? Imagina se as pessoas gostassem das mesmas coisas? Não haveriam debates, discussões ou troca de opiniões. Apenas elogios e puxação de saco pra lá e pra cá. Bléh.

Não tem coisa melhor do que ser única? Pense... pense naquela pessoa que você mais gosta e que no momento ama com todo o seu coração. Você sempre irá se lembrar dela em algum momento, pois só se lembra de quem já amamos um dia. Pense na pessoa que você mais quer ao seu lado neste momento. Alguém te causa a mesma sensação que ela? Alguém te traz mais alegria - ou em alguns casos, sofrimento - do que ela? Alguém te faz sorrir mais do que ela? Ou do mesmo jeito como ela?

Podemos até sorrir mais ou menos para algumas pessoas, mas jamais será o mesmo sorriso.

Eu por exemplo, tenho mil e um sorrisos e quando um certo nome aparece em minha mente, eu sorrio de um jeito que confesso - nunca sorri antes. Sorrio tanto que minhas bochechas, que já são grandes e gordinhas, sobem e ficam duras, chegando a dar cãibra de fez em quando. Ficam meio rosadinhas...

A questão é: todos nós somos únicos. E ninguém será capaz de substituir ou entrar no lugar de alguém, porque cada um conquista seu espaço dentro de nós...

Inquieta

Eu pensei em começar a escrever esse texto falando do quanto eu fico chata às vezes. Mas eu parei e pensei... será que isso é realmente ser chata?

São os dias como os de hoje que tudo parece ser interessante para mim. Tudo. Tudo vale a pena ser conversado, ser discutido. Ser avaliado, ser observado a partir de vários aspectos e visões diferentes. Dias como os de hoje que eu fico inquieta e saio comentando ou conversando sobre tudo. Mas geralmente são nesses dias em que não encontro ninguém para conversar comigo. Aí eu fico me perguntando: será que o problema está nos outros que não acompanham o meu ritmo ou em mim, que sou chata e quero a atenção de tudo e de todos?

Sei reconhecer às vezes que sou um pouco chata no sentido de cortar os outros enquanto eles estão conversando, entre eles ou até mesmo comigo. O pior é que eu não consigo evitar... a minha sorte é que eu tenho percebido isso e venho me desculpando quando isso acontece e tentando diminuir esse meu comportamento. Sei que posso me atrapalhar muito ainda no futuro por causa desse meu jeito um pouco afobado de querer conversar sobre tudo a todo momento, a necessidade de compartilhar todos os pensamentos que passam em minha mente naquele instante.

Aí entro em outro tópico (me aguentem, hoje eu tô que tô!). Venho reparado ultimamente que a minha mente, meu pensamento não acompanha a minha fala ou até mesmo a minha escrita, por exemplo. Por isso que eu vou pulando de tópicos em tópicos, que para vocês que leem podem não fazer nenhum sentido mas que para mim se conectam perfeitamente. Minha mente é muito mais rápida do que eu consigo externalizar e eu só consigo externalizar metade ou até mesmo 1/3 somente do que penso. Embora algumas pessoas achem o contrário, eu penso muito, muito mesmo. Eu estou a todo momento pensando e dificilmente consigo controlar o meu pensamento, o que me faz invejar quem consegue.

Tenho que me controlar ao máximo para não pensar mil e mil coisas... diferentemente de sentir, por exemplo. Muitas pessoas me acham sensível, emotiva... Acontece que sei controlar meus sentimentos melhor do que muitos pensam. Se você me conhece há um tempo e já me viu tendo alguns, digamos, descontroles emocionais, pode até dizer o contrário, mas sei que sou muito cautelosa com o que eu sinto. Eu penso - e lá voltamos nós para o meu pensamento - mil vezes antes de realmente sentir algo, o que pode se tornar até um pouco incongruente, se formos pensar. Eu tento ao extremo para não me jogar e sentir meus sentimentos por completo, porque eu sei que quando eu me permitir sentir totalmente, pode ser que não haja volta e que o meu sofrimento se aquilo não certo seja algo que me abale profundamente.

Deve ser por isso que nenhum relacionamento que eu tenho não seja intenso, seja amoroso ou seja de amizade. Não gosto de me envolver com pessoas pela metade, pois assumo que se são metade para mim, já não são assim tão interessantes. Não me envolvo em algo que sei que não terá futuro, pois aquilo que é breve não me interessa. Procuro sempre estar com as pessoas que eu amo por completo. Pois se eu as amo, as quero perto. Sempre. Não me importo tanto com a presença física, embora ela seja um tanto que essencial, mas me importo muito mais com uma presença emocional. Tenho uma amiga que mora em outra cidade que vejo muito menos que colegas que estão próximos de mim todos os dias, mas que não me deixo envolver emocionalmente uma gota d'água se quer.

A questão é que tudo, para mim, tem que ser todo.
Para permanecer em minha vida, tem que ser todo. Pois se é metade, já não me interessa mais.

terça-feira, 9 de setembro de 2014

Eu parei para pensar e sentir agora... e como eu queria estar em seus braços. Como eu queria agora, nesse momento, estar em seu abraço, deitada em seu ombro. Como eu queria estar dormindo enquanto você faz carinho em meus cabelos, faz um cafuné e me beija o topo da cabeça.

Como eu queria escutar agora a sua voz em meu ouvido, me dizendo coisas bonitas, me dizendo o como eu sou bonita. Me dizendo o quanto me ama e o quanto gosta de mim. O quanto me quer bem e o quanto me quer. Me dizendo que tudo vai ficar bem e o melhor de tudo: que sim, você estará aqui do meu lado.

Você sabe que eu preciso de você hoje... pois realmente, hoje foi um dia bem difícil. E é nesses momentos que eu valorizo ainda mais o seu abraço. Que eu valorizo cada segundo que passamos juntos. Não que eu não valorize isso quando estamos juntos, mas isso só me faz ter certeza de que sim, eu gosto de você. Que sim, estou fazendo a coisa certa em ficar ao seu lado. Que sim, eu quero te retribuir todo esse gesto de carinho... que eu quero estar aqui/aí por você em todos os momentos que você precisar. Pode ser coisa de signo solar, ascendente, lua ou o escambal... mas eu só consigo pensar em nós. Em mim e em você. Juntos.

E essa música tem tudo a ver... "A Lovely Place to Be"... That would be in your arms. ♥


segunda-feira, 8 de setembro de 2014

About the future

"E sobre o futuro? Nós não sabemos nada sobre o futuro. Se tivéssemos bolas de cristal, ainda assim não experienciaríamos o futuro. Experienciaríamos uma 'visão' do futuro. E tudo isso ocorrendo aqui e agora. (...), nós temos medo do futuro" (p.70) 
 Fritz Perls - Gestalt-terapia Explicada

Pensamento

E no final das contas, não são os anos em sua vida que contam. É a vida nos seus anos. 
Abraham Lincoln

(Uma fotinho pra esnobar um pouquinho, haha)

Escrita

A escrita sempre foi uma forma que encontrei de me encontrar comigo mesma, embora eu não soubesse muito disso. Algumas pessoas têm o dom do desenho, o que eu pessoalmente acho fantástico. Mas não vim com esse dom à Terra, então me atenho a minha escrita.

Não sou de ficar escrevendo com mil e uma dificuldades, digamos assim. Não quero ser prolixa, muito pelo contrário, quero ser direta com o que eu sinto e escrevo, embora muitas vezes seja extremamente difícil, confesso. Acho que a escrita, assim como o desenho, tem suas vantagens.

Gosto muito de escrever aqui no blog, porém sempre que posso eu escrevo no meu caderno de pensamentos. Tenho um, assim como todo escritor ou pelo menos, pensador, digamos. Não pensador no sentido da filosofia - o que não impede que eles também tenham um caderno de pensamentos - mas pensador no sentido de escritor. No sentido do pensar sobre a sua vida, sobre a sua história. Até mesmo pensar sobre os seus sentimentos.

Pode ser que isso pareça uma tentativa de racionalizar os sentimentos, mas se parecer, quero deixar escrito que não é minha intenção. Até pode ser que isso aconteça, mas como consequência e não como um ato pensado. Não escrevo para racionalizar, muito pelo contrário, escrevo para entrar em contato com os meus sentimentos. Escrevo para liberar esses mil sentimentos que possuo em meu coração, para entrar em contato com eles e sentí-los.

A verdade é que é muito difícil para nós entrar em contato com o que sentimos, com os sentimentos. Mas assim como desenhistas, artistas... utilizo das palavras um meio de entrar em contato com eles.

Sinto que sou escritora, mas o peso do rótulo me assusta um pouco. Não quero escrever para ser famosa, não quero fazer isso de minha profissão, muito pelo contrário. Escrever é meu hobby. Um escritor profissional, digamos assim, tem de se ater aos rótulos do que escreve. Poesias, poemas, crônicas, narrativas... eu somente escrevo. Não sei o que, mas para quê escrevo.

E assim, vou escrevendo, me aliviando... me conhecendo.
Quem sabe assim, escrevendo sobre mim, não é um meio das pessoas conhecerem um pouco todos os meus lados também? Vai saber...

Os aprendizados que tive esses anos que me passaram só me mostraram que a vida é uma eterna dúvida, pois somente temos certeza do presente. Ou de como a minha querida Gestalt diz: do aqui e agora...


 

Adaptado

Brilhe estrela. Brilhe como nunca.
Brilhe pois agora é a sua hora de brilhar.

Sei que brilha, sei que poderá ser estrela.
Mas todos precisam ser lapidados e você tem potencial para brilhar.

Pensei primeiramente que fosse estrela, mas agora penso que talvez seja diamante.
Uma pedra dura, que somente outros diamantes conseguem te ferir. Porém são eles que irão te lapidar.

Brilhe, estrela, brilhe como nunca brilhou antes.
Você tem sim potencial.

Em alguns lados você brilha, em outros nem tanto. Mas como disse, você precisa se lapidar.
Não será fácil, nenhum pouco. Mas sei que irá aguentar.

Pois você é firme, forte... assim como um diamante.
Por isso, estrela... nunca se esqueça de seguir.

Nunca se esqueça de brilhar.

Retirado e modificado do meu caderno de pensamentos.
Primeira ideia escrita em 23 de julho de 2014.

sexta-feira, 5 de setembro de 2014

Saudade

This is a letter from your niece! 

Hey uncle and aunt! I know that I usually talk with you in portuguese but I thought that this way would be better to write about my feelings. After all, I was in the US when I discovered that my love for you was bigger than I could imagine. 

I know that I'm a sensible person with a heart full of love but I love hearing that from you, lovely aunt! I'll call you Tia Stef - tia is the same as aunt in portuguese! - because even if I'm talking in english with you, Tia is better because when I say this word, I say with all love I can say! 

Tia, I saw in you not just a friend, an aunt but a godmother and a person that really cares about me. With you by my side I can see and feel all the love in the world. With you I can see the world with the eyes of a child. I can feel that you love me and there's nothing more ♥♥♥♥ - words I cannot say because not even in portuguese I don't have one, I just have my feelings - that I could ask for it. I love you, I really do. With all my heart!

Uncle, or Tio in portuguese. Thank you for your wisdom, for your love, for your patience, for your jokes, thank you for being my godfather too. I know that you really aren't my godfather because you're my sister's godfather, but in my heart you're mine too. You gave me things that not even my dad could give me, you gave me the opportunity to live in another country, to improve my english and to discover love in other ways. I did love you, guys, but now I feel like my love for you is bigger than my heart. 

I don't know if I'll show you this, but I really wanted to write about it. I miss you guys so damn much. I miss you like I've never missed anyone before. I wish I could be there with you, with Rubi and with our sushi and Grey Goose! Hahaha... I wish I could be there to go every sunday at the Chinese Restaurant and ask for a pink lemonade. 

My love is in my eyes right now as tears, but not tears of sadness. Tears of love that insist to go trough my eyes. You're one of my favorite people in the whole world.

AND I MISS YOU AND LOVE YOU SO DAMN MUCH! ♥♥♥

Ar

Como sempre, estou aqui escrevendo... esse texto, embora não seja uma surpresa, talvez, quero deixar aqui sem te avisar... para que você leia e escape um sorriso de canto e suas bochechas fiquem vermelhas, como eu sei que ficam (e que eu amo que fiquem, saiba bem disso ♥).

A verdade é que você é o grande responsável por eu ficar cada vez mais apaixonada pelo céu. É tão bonito quando alguém conversa com a gente sobre algo que elas gostam, que elas amam... você começa a ter uma visão mais ampla, uma visão mais bonita sobre algo que às vezes você nem se dava conta ou pelo menos nem prestava tanta atenção assim. É tão bom ouvir e ver alguém apaixonado por algo e não sempre falando mal sobre alguma coisa, reclamando. É tão bom ver alguém que você gosta estar fazendo o que mais ama, estar perseguindo seu sonho assim como você persegue e vai atrás dos seus.... é tão lindo, é tão fofo é tão... aw!

Você é lindo e já disse isso várias e várias vezes... mas você fica tão lindo quando fala sobre o que gosta, sobre o céu, sobre voar. Sobre avião, hahaha. Seus olhos brilham, seu rosto muda, você fica com um ar de apaixonado... Apaixonado pelo que quer fazer. E cá entre nós, vou te contar um segredo: essa foi uma das coisas que mais me encantou em você. Essa paixão, essa vontade de perseguir e persistir em seu sonho.

Sei que já disse isso várias e várias vezes, mas eu senti algo diferente quando eu voei pela primeira vez, e você foi sim o responsável por isso. Eu senti uma vontade de te abraçar, uma vontade de te agradecer por todo o apoio e por ter me deixado tão tranquila e sem medo algum de voar. Foi você quem me fez curtir a minha primeira decolagem, a minha primeira experiência de voo. E quando eu estava lá em cima, olhando para o mundo tão pequenininho lá embaixo, já naquele dia, eu queria te abraçar e agradecer você por tudo aquilo que você tinha dito para mim. Eu achei estranho, achei diferente... e achei melhor deixar pra lá quando eu cheguei nos Estados Unidos, confesso. Achei que estava ficando maluca e até mesmo me iludindo, o que não é lá muita mentira - o que você talvez me entenda, porque essa é uma das sinas dos sonhadores. Sonham tanto que se perdem em seus sonhos algumas vezes simplesmente por se deixarem levar pelo simples prazer de sonhar e quando voltam a realidade, o baque às vezes pode ser grande, mas quem sabe pode ser um baque de felicidade por perceber que nossos sonhos deram certo? Quem sabe...

Mas voltando ao que estava dizendo, eu deixei pra lá por algum tempo... e conforme nós íamos conversando, eu sentia uma grande vontade de te chamar pra sair, como assim foi. Eu simplesmente não aguentei e umas duas semanas antes de voltar, te chamei pra sair. Na impulsividade mesmo, na cara e na coragem e digo uma coisa: não me arrependo nenhum pouco. Pois foi naquele dia, naquele final de filme quando você pegou no meu rosto e me deu o nosso primeiro beijo... eu senti a faísca do que eu senti no meu primeiro voo. E a nossa noite com Pink Floyd na madrugada com chuvinha batendo no vidro do carro só veio para confirmar e me dar mais certeza disso.

Eu estou feliz, muito feliz na verdade, em estar com você. Estar compartilhando todos os momentos que estamos vivenciando... estar compartilhando todas as minhas experiências com você. E fico mais feliz ainda quando você faz a mesma coisa comigo. Você é uma das minhas melhores surpresas esse ano e está dando cada vez mais motivos para meus olhinhos brilharem e meu sorriso sair solto no meu rosto. Você sabe que eu não consigo ficar sem sorrir ou rir de bobeira do seu lado. Você sabe que eu não aguento dois minutos - ou cinco, vai! - do seu lado sem segurar a sua mão ou te abraçar.

E como sempre falamos um pro outro todos os dias em que nos vemos... muito obrigada por todos os dias. Por antes de ontem, por ontem, por hoje e pelos dias que ainda vão vir. Saiba que estarei aqui para te apoiar sempre que precisar e estarei aqui pra te consolar, pra te dar carinho ou um beijinho no canto da sua boca, só pra ver você me olhar e corar um pouquinho, pra depois me abraçar e me colocar deitada no seu ombro... Saiba que eu vou estar aqui te esperando todos os finais de semana com um sorriso bobo no rosto, esperando pra te ver sorrir.

Esperando pra te ver voar ♥