terça-feira, 25 de março de 2014

Ela estava deitada sobre a grama verde, olhando para cima e pensando na vida... Por que a vida tinha que ser tal calma no meio de tanta bagunça? Ela estava lá, aparentemente calma e tranquila, enquanto na verdade, por dentro, estava se sentindo como um furacão, com sentimentos misturados, vontades que se contradiziam.. Tudo tão bagunçado.

Ela se via forçada a parar e encarar tudo como se fosse passar. Embora ela soubesse que tudo aquilo fosse eventualmente um dia passar, ela simplesmente não queria que isso acontecesse. Porque deixar passar seria esquecer tudo aquilo e ela simplesmente não estava disposta. Era como se ela tivesse que jogar tudo aquilo que viveu dentro de um lago para que ele lavasse e levasse embora. E por mais que ela quisesse entrar neste lago e sentir-se lavada e purificada novamente, ela tinha medo. Medo do que aquilo iria acarretar, medo de como as coisas seriam daqui pra frente. Mas ela sempre pensou que o medo não leva ninguém adiante, o medo trava, o medo consome, o medo destrói.

E ela não queria ser covarde. Ela jamais foi uma covarde.
Então ela terá que se jogar no lago... e se levar de uma vez por todas.