sábado, 31 de maio de 2014

Audrey


Equilíbrio

Eu sempre me considerei uma pessoa sentimental, emotiva... sempre achei que fosse uma pessoa que deixasse os sentimentos fluírem naturalmente, mesmo que eles fossem intensos. Como eu estava enganada.

Conversando com um amigo que tem me ouvido bastante e me dado vários motivos para reflexão, parei para pensar. Será que eu sou mesma tão sentimental assim? Será que eu deixo as coisas fluírem? Foi então que ele me disse "Pare de pensar e racionalizar tudo! Você racionaliza tudo o que sente, já percebeu?". Foi então que eu levei o choque do século. Como assim eu racionalizo tudo o que eu sinto? Sempre falei que racionalizar sentimentos era a pior coisa que uma pessoa poderia fazer, sempre julguei falando que os sentimentos deveriam ser sempre expostos e agora vem uma pessoa e me fala que faço exatamente o contrário?

Será que eu deixo as coisas fluírem mesmo? Será que eu sou assim tão sentimental e emotiva? Foi então que eu percebi que não. Não, eu não sou tão emotiva e sentimental. Eu racionalizo, mas que culpa tenho eu? Acabei por perceber que faço isso porque sempre tento discutir e falar sobre os meus sentimentos, achar uma explicação e entendê-los. Às vezes eu não preciso entender meus sentimentos, às vezes eles estão aqui e pronto. Às vezes tenho explicação, outras vezes não. Tentar achar uma explicação para todos os meus sentimentos é tentar racionalizar uma coisa que não é racionalizável se é que essa palavra existe.

Outro ponto que ele tocou foi o fato de eu ler e ler muito. O que seria isso? Mesmo que eu não leia mil livros sobre filosofia e lógica, eu sou uma pessoa que lê para tentar não entrar em contato com os meus sentimentos e isso foi um tanto quanto um tapa na minha cara, haha. Leio milhares de livros, tentando entender a história dos personagens e me esquecendo da minha própria história. Às vezes analisar as histórias também são como treinos para que eu possa analisar a minha própria. Vai saber.

Eu sempre olhei tudo de cima, sempre fui uma pessoa realista,embora muitos pensem o contrário. Sempre soube as decisões que iria tomar, os sentimentos que iria ter, as complicações que essas coisas todas iriam me trazer. Mas será que alguma vez eu me deixei levar? Mas não deixar levar com descaso, um deixar levar de deixar acontecer? Será que eu me preocupo com os meus sentimentos e falo deles e isso é o que está fazendo com que eu os aprisione, mesmo que a intenção seja totalmente a oposta?

Acredito que precise entrar em contato comigo mesma, mas de uma forma não tão racional assim. Falar sobre os nossos sentimentos é muito bom, mas temos que tomar cuidado quando falamos demais sobre eles com a intenção de parar de sentir. Claro que precisamos falar sobre nossos sentimentos, guardá-los pode causar um sofrimento muito grande.. mas temos que tomar cuidado para não falarmos demais sobre eles e nos esquecermos de sentir.


Caminhando tranquilamente na rua movimentada, o caos estava em volta dela. O estranho é que ela sempre estivera junto dele e neste momento ela se encontrava afastada. Onde estava todo aquele caos que atormentava seu sono? Seus sonhos?

Ela sempre esteve no caos, desde pequena. Agitada, inquieta, ansiosa. E agora ela estava assim, tranquila. Pela primeira vez depois de quatro anos, ela se sentia tranquila. Segura. Depois de ter toda a sua segurança drenada, toda a sua felicidade sugada por alguém que ela jurava lhe fazer bem... Ela se sentia calma. Como se estivesse se refazendo, como se finalmente seu quebra cabeça estivesse voltando em seu lugar e se encaixando, finalmente.



"She flies with her own wings."


quinta-feira, 29 de maio de 2014

É estranho escrever em primeira pessoa... é difícil aceitar e me conformar, mas muitas vezes me escondo nos textos em que escrevo. Tentar me proteger, quem sabe. Mas hoje vou tentar fazer diferente. Hoje vou escrever em primeira pessoa.

Alguns dias me sinto tão forte. Me sinto como uma mulher independente, dona da minha vida. Faço faculdade, pago as minhas contas, vou viajar para fora e mesmo que fique na casa dos meus tios, eu farei a maior parte das coisas sozinhas. Vou pegar metrô, vou para a minha aula de inglês... 

Mas tem dias em que eu me sinto vulnerável. Quem nunca? Às vezes tudo o que eu preciso é um colo, um abraço... preciso ficar deitada embaixo do meu cobertor verde - meu preferido, por sinal -, comendo um brigadeiro enquanto assisto um filme. Às vezes tudo o que eu preciso é de um cafuné. 

Tem dias que eu me sinto estranha. Não me sinto nem vulnerável e nem a mulher independente. É como se eu estivesse na moratória embora eu saiba que eu não sou uma adolescente. Eu sei que é besteira, mas às vezes eu sinto como se dirigir fosse algo que me tornará independente. Ter o meu carro. Jogar as coisas nos bancos de trás e ouvir o barulho da seta enquanto dirijo, ou dos chaveiros batendo contra o volante. 

Tem dias em que eu me sinto esperançosa. Tem dias em que eu sinto que o mundo é bom, que tudo vai dar certo. Que o universo conspira ao meu favor e que embora coisas ruins aconteçam, tudo ficará bem. Tem dias em que eu quero fazer uma tatuagem. "Deixe estar...", quem sabe?

Tem dias que o mundo é uma droga. Tem dia que tudo tá horrível, mas daí eu choro e lavo a minha alma. 

Tem dias que eu quero mudar o meu cabelo.. mas aí olho no espelho e ah, vai dizer que os meus cabelos pretos não são lindos? Eu pelo menos, acho... #modéstia

Tem dias que são como hoje, por exemplo. Dias eu que eu saio sorrindo e nem sei o por quê. Dias em que eu só preciso ouvir um Pink Floyd e tudo está bom. Outros que eu não posso nem ouvir Pink Floyd, mas quem sabe Lily Allen? Ou uma Lady GaGa e sair dançando pela casa. Outros em que eu agarro o travesseiro na minha cama e fico lá, só pensando... deixando o meus pensamentos fluírem sem rumo e sem destino pela minha mente. 

Como agora. Escrevendo esse texto. 
Deixando as palavras fluírem.
Deixando estar... deixando acontecer. 

terça-feira, 27 de maio de 2014

Por que não morena?


Ela acordou, mal se levantou
Já me perguntou se era amor
Calma meu bem, nem me conheceu
Um café primeiro
(...)
Faz assim
Vamos tentar até amanhã
Depois até quarta
E deixa a vontade mostrar até quando...

sexta-feira, 23 de maio de 2014

Freedom is an illusion, generated by your brain 
Too delicate for words, to ever explain 
And love is the taste you give, on the tip of your tongue 
Better to have loved and lost 
Than to have lived and never loved anyone.

terça-feira, 20 de maio de 2014

Surpresas

Eu fico cada dia mais encantada com as surpresas que a vida nos apresenta. São surpresas que, como qualquer outra surpresa, vêm do nada. (Ah vá!)

Algumas dessas surpresas ajudam a construir coisas novas. Outras nos testam. Outras nos desestabilizam. Outras levam tudo que a primeira surpresa ajudou a construir embora, como um tsunami. Mas isso não é de todo ruim. Como o próprio Donnie, do filme Donnie Darko citou  uma passagem de livro, que agora não me lembro qual, "Destruction is a form of creation". E é bem assim mesmo, embora muitas vezes tentemos negar. Toda destruição vem para que coisas novas sejam criadas, construídas. Para que futuramente seja destruída e outra coisa criada... Ou não. Às vezes pode ficar, às vezes não. São as surpresas da vida que irão nos dizer.

No caso das surpresas ruins, confesso ficar incomodada. Parece que todo o esforço que fizemos para que algo fosse construído, que algo acontecesse, foi em vão... mas pensando bem, analisando todas as partes e com todos os olhares possíveis, tudo acontece para o nosso crescimento. Algo que foi construído mas desapareceu, provavelmente é porque não agregava mais valor algum ao nosso crescimento. E por mais difícil que fosse, precisaria ser destruída para que então novos pilares fossem construídos. Pilares mais fortes. Pilares mais concretos. Pilares mais maduros.

É como se nós fossemos os pilares.
A cada destruição, a cada mágoa, a cada surpresa que vão aparecendo, nós amadurecemos.
É destruindo que se cria.
É destruindo que se aprende.

Destruction is a form of creation after all...

Minha preferida.



Sempre foi a minha preferida.. sempre será.

segunda-feira, 19 de maio de 2014

quinta-feira, 15 de maio de 2014

Cortina

Obrigada por me ajudar a reabrir as cortinas.
Limpar o céu nublado.
Soltar um sorriso de lado.

domingo, 11 de maio de 2014

Lágrima

Ela deitada em sua cama, abraçada em seu travesseiro, tentando cada vez mais entrar em contato com si mesma. Ela não entendia porque tantas coisas horríveis aconteciam, porque tudo tinha que dar errado, ou quando caminhasse para o certo, no final, sempre acabava mal.

Ela não se achava merecedora de amor nenhum, de amor algum. Sua alma doía, seu coração doía. Sua cabeça doía mais ainda. As lágrimas corriam pelo seu rosto loucamente, contra a sua vontade. Era um choro controlado em seu descontrole. Não era um choro de desespero, não era um choro por alguém que já foi, ou alguém que era. Era um choro por si mesma. Um choro pelo desentendimento.

As lágrimas corriam em seu rosto, como se tentasse lavar sua alma. Como se tentassem livrá-la daquele sentimento incongruente em seu coração. Ela sentia seu coração bater mais rápido do que nunca, mesmo que ele continuasse lá, batendo como sempre. Seus sentimentos estavam intensificados. Ou será que eles sempre foram desse jeito e ela que nunca percebeu?

Ela era, é e sempre será merecedora de amor, ela acredita nisso e espero do fundo do meu coração, que ela saiba e entenda isso. Mesmo que todas as coisas tentem mostrar o contrário.

Mesmo que os corações que ela encontrou e vai encontrar, não sejam puros e merecedoras do seu amor.

quarta-feira, 7 de maio de 2014

5 anos

5 anos de espera, 5 anos desejando isso mais do que tudo... até mais do que qualquer outra coisa. O mais engraçado é que por mais que eu desejasse isso mais do que tudo, eu tinha medo. Vai saber, a gente sempre tem medo de conseguir aquilo que a gente mais quer... pelo menos eu sou assim.

Finalmente eu vou viajar. Finalmente eu vou conseguir conhecer outro país e isso é muito, muito importante pra mim. Tenho que agradecer imensamente os meus tios por isso, sem eles eu não conseguiria essa viagem. Esse presente que com certeza vai mudar a minha vida, fazer com que eu conheça outra cultura, outras pessoas, outra vida.

Eu tô tão em choque, tão feliz, tão.. completa! Não consigo nem falar direito o que eu tô sentindo, haha.

Vem EUA, vem junho!!