domingo, 31 de agosto de 2014

Miss you, US!

For me is a little bit hard to express my feelings in english. It's a little bit strange because sometimes I think in english and other times I think in portuguese. It depends on the situation. At this time I'm missing the US so much, so I think in english most of the time.

The reason that I'm writting this essay is because I'm homesick. "Why, Milena? Don't you live in Brazil?". Yes, I live in Brazil but I feel that USA is my home now. I don't know why, but it feels right! I've never felt so comfortable in my whole life. I felt like I was home and I've never notice that. I just felt that when I got here in Brazil.

The truth is that I have never felt I was home here in Brazil and I discovered that when I was in US. Now I miss that country and my uncles like I've never missed them before.

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The reason that I wrote this is english but not in portuguese is because it just felt right. And I need to practice my writting in english a little bit. Since I got here in Brazil I didn't have the chance of writting in english like I when I was in english school, so I tought "Uh, let's write in english!" and I hope I can improve my english! :)

If you're reading this and notice some grammar mistakes, feel free to give me your adivice!

quinta-feira, 28 de agosto de 2014

Love

Ultimamente eu tenho estado mais tranquila, mas mesmo assim venho percebido inquietações em minha mente. Nada mais justo, aliás sou uma pessoa que sente muito e pensa muito também, mesmo parecendo o contrário. A verdade é que eu não consigo controlar o meu pensamento, então ele vem fluindo loucamente sem que eu consiga pará-lo. Algumas vezes eu tenho o "poder", digamos assim, de controlar o que eu penso, quando em outras vezes, meu pensamento vem loucamente bombardeando a minha mente cheio de informações e sentimentos. 

É nessas horas que eu paro e penso: "I need a hug." Exatamente desse jeito, em inglês e tudo mais, haha. Engraçado como ultimamente eu tenho pensado mais em inglês. Previsível, porque nesses tempos eu falei mais inglês do que português. E engraçado como eu sinto falta disso. 

Voltando ao assunto (viram como eu tenho a forte tendência de me desviar do tópico original e deixar que meu pensamento flua rapidamente sem eu ao menos perceber?), eu preciso de um abraço. Preciso de um calor humano, preciso de alguém para me amparar, e não tenho vergonha nenhuma de dizer isso. Eu não funciono sozinha e sei muito bem disso. 

E tem um abraço que tem me deixado segura ultimamente, novamente. Um abraço que está me dando um pouquinho de forças e aquecendo o meu coração, toda vez que é dado. Um abraço especial, um abraço forte, quentinho e confortável. Um abraço que eu espero toda a semana pra receber. ♥

Ao mesmo tempo que eu tenho esse abraço, eu também tenho palavras amigas e um outro tipo de abraço que vem me dando forças a seguir. Um abraço mais maternal que vem de uma amiga muito importante para mim. Às vezes eu fico falando sobre mim para ela, mas eu gosto tanto dessas conversas porque eu enxergo um apoio e afirmo com todas as palavras que esse apoio é recíproco. Estava com saudades dessa minha amiga, e ela sabe disso. 

A questão é: estou feliz por não estar sozinha. E não estar sozinha no sentido de estar com alguém ou coisa do tipo. Fico feliz de olhar para o meu lado e perceber que tenho amigos que querem sim o meu bem e não só alguém para dar rolês. Fico feliz de sentir e perceber que, semanalmente, sou um dos motivos do sorriso de alguém tão especial. Fico feliz de olhar para os meus pais e saber que mesmo no meio de tantos problemas, eles me amam e estão aqui por mim. No meio de tantos, mas tantos problemas, fico feliz em perceber que não tenho só um, mas dois, três ou quatro abraços sinceros. Fico feliz de ser querida e fico feliz por sentir que também quero bem outras pessoas. Eu fico feliz apenas de sentir o amor dentro de mim. 

Pode parecer meio tonto, mas eu sou uma pessoa que é movida por amor e não tenho nenhuma vergonha de assumir isso. Eu gosto de amar e ser amada. E eu adoro o fato de perceber que em vários momentos de minha vida, eu só quero plantá-lo e cutivá-lo ♥


Transformações

Eu estava pensando em fazer um texto mais ou menos como se eu estivesse vivendo na pele da Jenna Hammilton, de Awkward. Eu não sei, mas eu estava pensando....

A verdade é que eu estou passando por um processo de transformações e inversões de prioridades... a cada dia eu percebo isso. Eu percebo mil coisas que eu deixo de fazer, mas ao mesmo tempo percebo outras coisas e outras áreas que eu tenho interesse, ou que eu sempre tive interesse mas que por um tempo eu deixei para trás e agora me interesso de novo. Como por exemplo, estudar astrologia, estudar sobre deuses gregos e sobre a história do nosso mundo. Eu sempre gostei de história e às vezes me pergunto por que de não ter seguido esta área.

Mas em Psicologia a gente também estuda a nossa história, ou pelo menos deveríamos estudá-la. Acredito que a história é sim uma grande influência na vida de uma pessoa, mas não ao ponto de escolher a abordagem sócio-histórica, por exemplo. Ainda continuo preferindo a minha linda e bela Gestalt.

Acho que agora eu entrei em uma onda de parar e olhar realmente para mim mesma e começar a perceber as coisas que eu realmente gosto ou não... e eu fiquei feliz por ter voltado esse olhar para mim mesma. Acho que por um tempo esqueci de fazer isso, o que fez com que eu deixasse de me preocupar comigo mesma e seguir o que eu sempre quis.

A verdade é que vários obstáculos irão aparecer em nossos caminhos e nós precisamos ser fortes e lembrar sempre de nossos objetivos, para que assim os alcancemos. É difícil? Com toda certeza. Mas graças a Deus temos pessoas que reforçam diariamente e nos fazem lembrar do motivo de estarmos nessa caminhada. Que nos impulsionam e nos encorajam para alcançarmos os nossos sonhos...


Palavras dançantes

Eu sempre gostei de escrever, essa é a verdade. Quando eu era pequena, escrevia histórias, escrevia sobre os meus sentimentos... pesquisava sobre os deuses gregos, deuses egípcios enquanto ouvia as músicas clássicas que vinham no media player do meu Windows 95. Não tinha muito o que fazer naquela época, já que meu computador era limitado e eu não tinha um mp3 simplesmente porque mp3 não existia naquela época. Era o que tinha, então me contentava com aquilo.

Eu me divertia no mundo da literatura assim como me divirto até hoje, porém de um lado diferente. Ao invés de estar do lado de quem lê, eu estava exatamente do lado de quem cria ou escreve se inspirando em algo. Uma das minhas inspirações era Harry Potter ou qualquer outra história que tivessem algo a ver com o mundo mágico ou o mundo de fantasias. A verdade é que eu sempre gostei de fantasiar, sempre gostei de deixar a minha mente fluir e seguir o seu fluxo. Fiquei um tempo com esse fluxo entupido, então acredito que agora a força para que elas saiam é grande... a verdade é que agora eu estou voltando a escrever com paixão, escrever com o meu coração. Ver as palavras se transformando em frases enquanto digito ou escrevo no papel é tão divertido e encantador pra mim quanto alguém que desenha ou compõe músicas, por exemplo.

Não sei se é um jeito que eu tenho de entrar em contato com a minha criança interna, mas escrever pra mim é tudo, tudo de bom. Escrever me liberta, escrever faz com que eu entre em contato comigo mesma, com os meus sentimentos, com quem eu sou. Escrever me alivia, escrever me anima e me faz seguir em frente.

Fico imaginando e pensando no dia em que terei um livro com o meu nome e minha foto impressa em um livro. Não sei se um dia isso virá a acontecer, mas seria tão, tão bom.

quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Liberdade

Sempre defendi que liberdade é escolher estar onde estar. Mesmo que seja preso à algo ou alguém. Liberdade é você poder olhar para si mesmo e saber o que quer e poder escolher realizar aquilo. Liberdade é estar feliz em fazer o que quer, sem sentir-se preso, sentir-se acuado ou algo do tipo.

Eu, pelo menos, sinto a liberdade em todos os momentos em que sinto a brisa bater suave em meu rosto, principalmente em momentos em que estou sozinha ou em que estou fazendo algo que me faz bem. Ou nos momentos em que posso ficar sentada em algum lugar, apenas olhando para admirar a paisagem. Ficar no meio da natureza, por exemplo, me dá uma sensação de liberdade incrível.

É nesses momentos em que olho para trás e percebo que algo mudou e me transformou nesses últimos tempos. Antes, achava uma falta do que fazer ou um desperdício de tempo ficar sentado admirando a paisagem, ouvindo uma música... Ficava inquieta em momentos de silêncio e quase me desesperava quando me via presa nesses neles. É incrível como agora sinto exatamente o contrário. Me sinto livre, me sinto leve... me sinto viva.

Sinto muitas saudades das minhas férias. Sinto muita saudades dos meus tios, do momento em que vivi mas fico feliz por ter vivido estes momentos, pois foram eles que me transformaram. Antes, adorava viver uma vida agitada.... não vou negar que ainda gosto, que ainda tenho os meus desejos de ser uma futura executiva, quem sabe... ou uma psicóloga clínica, quem sabe? Ainda me vejo perseguindo e procurando desafios para que assim possa crescer e amadurecer. Sei que não será um caminho fácil, que enfrentarei vários obstáculos e que levarei muitos tombos no caminho.... porém a paz de espírito que sei que vou sentir, pois já senti antes, é impagável. Enfrentaria tudo de novo apenas para sentir aquilo que senti. Enfrentaria tudo de novo para perceber as recompensas dos sacrifícios que fiz durante todo um tempo.... enfrentaria tudo de novo para olhar para cima e ver que tudo, absolutamente tudo, valeu a pena.


Let me find a way home to your smile...

Um sol batendo na nossa janela enquanto eu acordo, sonolenta... e te vejo chegando no quarto, trazendo o café na cama pra mim. Não como sempre, mas sempre como todos os dias especiais. Aqueles dias em que você quer me fazer sorrir, simplesmente por fazer com que eu me lembre que você me se importa comigo... assim como todos os outros dias.

Não me importo com o café, essa é a verdade. Mas te ver, sem camisa, entrando no quarto com seu sorriso de lado, dizendo "bom dia, meu amor".... ah, não tem nada que pague o preço de ver o seu sorriso. De ver seu carinho por mim transbordando de você, de ver que você se preocupa comigo, assim como eu me preocupo com você. De ver e sentir o amor que cresce entre nós, de sentir o calor entre nossos corpos.

Eu te vejo brilhando, essa é a verdade. Não como um Edward maluco do Crepúsculo, mas toda a vez que você sorri, você brilha. Pontinhos brilhantes aparecem em seus dentes, em seus lábios... em seus olhos. Tenho vontade de beijar todo o seu rosto, suas bochechas, sua testa. Te abraçar com carinho... um carinho que evolui para o desejo de estar perto e que evolui para o desejo de sentir sua pele na minha. Sentir você comigo, sentir-se sua.

E assim, você brilha em minha mente, em meus pensamentos, em minha fantasia. Em meus textos, em músicas que eu escuto. Brilha quando eu fecho os meus olhos e sinto, com todo o meu coração, você. Quanto mais você sorri, mais eu quero seu sorriso. Mais eu quero ser a razão de risadas, de sorrisos.... de momentos felizes, pensamentos, sentimentos e saudades.... E ao mesmo tempo quero que você seja os meus motivos.

Pode parecer meio bobo.... mas quanto mais eu te vejo sorrir, mais você brilha. Mais você me faz ter certezas em incertezas, mais você me faz pensar, sonhar, imaginar, fantasiar... Mais você faz minha mente pulsar em mil coisas que eu antes nem imaginava em pensar. Mais me faz querer descobrir e persistir em prosseguir.

E assim... você brilha para mim.
Na manhã ensolarada, na praia solitária ou no frio com a lareira.
Ou até mesmo numa madrugada dentro de um carro ♥




quarta-feira, 13 de agosto de 2014

Brisa

Ela sabe que você gosta dela. Ela sabe disso e ela te provoca a cada vez mais.... cada vez mais ela te olha, com aquele olhar de canto e o sorriso de quem sabe te provocar direitinho. E você cai. Você entra na dela toda vez que ela sorri daquele jeito, não tem como. É como um vício, como um veneno que você gosta de tomar... ela te consome, mas não te destrói e é isso que faz com que você a procure todas as vezes. Com que você ligue para ela, com que você chame pelo nome dela todas as noites.

Ela apaga a luz e então você se perde. Fica confuso, exatamente do jeito que ela gosta. Exatamente do jeito que você gosta. Pode dizer que não, mas ela sabe que sim e é isso que importa.

Sua mão então aperta seu ombro e você vira, tentando encontrá-la na escuridão, tentando encontrar o seu corpo, tentando fazer com que ela seja sua pelo menos daquela vez, mas como todas as outras vezes... E ela ri. E te seduz. Ah, aquela risada... se ela soubesse o quanto a sua risada é como melodia para seus ouvidos. Como te envolve, te encanta e te seduz. E é então que sua boca encontra sua orelha e ela sussurra, do jeito com que você sempre gosta que ela faça: "Você nunca vai se esquecer disso."

Do jeito que ela sempre faz. Do mesmo jeito da primeira, da segunda e de tantas outras vezes, desde o dia em que você tomou coragem em pedir para ela para que ela fosse sua. E você jamais, nunca se arrependeu de ter feito isso. Ela te hipnotiza desde o primeiro dia em que ela te olhou de lado com esse mesmo sorriso.

E um simples "olá" foi o responsável por ela ser sua, até hoje. E independente do que aconteça, você sabe que nunca se esquecerá dela.



Boba apaixonada

Eu estou aqui sentada te olhando dormir... você é tão sereno. Seus olhos fechados, seu sorriso de quando está sonhando, sua respiração calma... e eu aqui sentada, escrevendo enquanto bebo meu whisky e te vejo dormir. Você, embora não saiba, me inspira. Ou até sabe. Na verdade eu sei que você sabe e isso me deixa louca, mas de um jeito bom. Você não sabe como eu gosto quando você olha para mim com aquele seu sorriso de quem quer me provocar, me chama de sua e diz "eu sei que eu sou tudo pra você". Me puxa, me abraça... me faz rir. Me levanta. Me beija o pescoço, me segura os cabelos...

E o que me consome, é que você sabe que é tudo para mim. Assim como eu penso que sou tudo para você. Você sabe que eu te quero a cada dia mais, você sabe que me envolve, que me encanta, que me fascina... e que me inspira.

Você pergunta "Por que whisky e não vinho?". A verdade é que eu não sei tomar vinho, mas prefiro esnobar e dizer que whisky é melhor e que vinho não tem graça nenhuma. Você sabe do meu orgulho e ri disso... mas mesmo assim me respeita. "Então me vê um igual ao seu enquanto eu te observo escrever". Mas quem disse que eu consigo escrever com você acordado? Quem disse que eu consigo me concentrar? Quem disse que eu não vou querer me jogar em seus braços e sentir seu abraço enquanto você estiver me olhando, com olhar de desejo, com olhar de vontade... com olhar de quem quer que eu deite ao seu lado. E muitas outras coisas mais. Então eu espero você dormir pra escrever sobre você. Pra pensar em você e pra te observar. E aí, sem você menos esperar, deito ao seu lado de novo e te abraço.

E então você, que estava fingindo o tempo todo, me beija. De novo. E de novo.
"Quem disse que eu perderia a chance de te ver escrever? Boba."

É, eu sou mesmo uma boba... uma eterna boba apaixonada.


terça-feira, 12 de agosto de 2014

A mão que entrelaça.

A batida da música entra na mente dela, como se fosse para limpar sua cabeça e livrá-la de todos os pensamentos que a incomodam ou que apenas consomem a mente dela. Ela precisa sentar, relaxar, olhar o céu e se esparramar na grama. Ela precisa que alguém segure sua mão neste momento, por mais que esse momento precise ser solitário. Ela sabe disso e a mão não é presente em seu pensamento neste momento, mas mesmo assim ela sente que precisa dela ao seu lado, ela sente que precisa ter sua mão segurada por outra. Por aquela mão.

Ela sabe que precisa estar sozinha neste momento e olhar para o céu, sentir sua alma, ouvir aquela música e ter um momento só seu. Mas ela não entende porque a mão não pode segurar a sua. Ela sente que aquele é seu momento, mesmo que a mão esteja lá, com ela.

A mão é quente, grossa mas ao mesmo tempo fofa e confortável. Acredito que o melhor adjetivo para descrever não seja grossa, mas sim forte. É uma mão firme e forte mas com um toque de carinho que faz com que ela viaje em seus próprios pensamentos toda vez que a segura ou se lembra dela... A mão que a abraça, que a segura, que a aperta... a mão que entrelaça os dedos em seus cabelos e os puxa delicadamente para trás, causando um arrepio que sobe da sua espinha para o centro de sua cabeça. É um arrepio eletrizante, mas ao mesmo tempo calmo. Arrepio este que ela adora sentir e quer mais, e mais, e mais... Arrepio que vicia, que faz com que sua coluna e sua cintura se mexam. Arrepio que a move.

Ela não está mais sozinha e nem solitária, mas ela pensa que este momento faz com que ela entre em contato com o que ela sente. Com o que está acontecendo em seu coração, em sua mente, em seus sentidos. É algo que aguça, que a acalma, que a envolve mas que também a excita. Que a deixa eletrizada mas calma ao mesmo tempo. Ela sabe que precisa ir embora, mas mesmo assim ela não quer ir. É a guerra do corpo junto ao coração contra a razão e seus pensamentos. Ela precisa ir embora, mas dane-se! Quem disse que ela quer? Não, espere... não é dane-se, ela precisa realmente ir.... mas ela não quer. Ela quer continuar ali. Continuar naquele momento, eternizá-lo.

E a luta para ir não acaba. Não termina.
Ela quer continuar.
Mas quando acaba... ela quer de novo.
E de novo.
E de novo.


Esvaziando

Às vezes eu gosto de fazer coisas aleatórias, como por exemplo fechar os olhos e "escolher" uma música sem olhar pra qual eu estou clicando, até escolher uma sem querer que combine com os meus sentimentos, com o que eu estou sentindo no momento. Muitas vezes dá certo de primeira, outras vezes nem tanto... mas hoje apareceu uma música muito, mas muito adequada com o que eu estou sentindo.

Eu estou muito ansiosa desde o dia que cheguei no Brasil. Ansiosa por tudo, ansiosa pelo que vai acontecer, ansiosa pelo que está acontecendo. Eu preciso de calma, preciso da minha calma novamente. Quando eu estava nos EUA eu me sentia mais calma, eu estava vivendo cada dia de uma vez mas aqui... aqui eu quero que as coisas aconteçam rápido. Eu sei que não é isso que tem que acontecer, eu sei que eu preciso de calma mas cada vez que eu digo isso para minha cabeça, o meu coração bate mais rápido, balança, bambeia dentro de mim. Eu fico a cada momento pedindo para que ele se acalme, mas ele continua lá, rindo de mim e brincando comigo, tirando uma com a minha cara.

Eu preciso clarear meus pensamentos, preciso mais do que tudo um tempo para mim mesma, mas ao mesmo tempo preciso dos meus amigos. Vi um amigo hoje com quem eu sempre conversei muito e percebi que eu estava morrendo de saudade dele, mais do que todos os meus outros amigos. Ele, desde o semestre passado, tem se mostrado um ótimo amigo... sempre esteve lá quando eu precisava, sempre me apoiou nas minhas maluquices e sempre se importou comigo. Sempre me fez rir, me deu o ombro quando eu precisei chorar, riu de mim quando eu tive acessos de raiva ou até mesmo me ajudou, me encorajando a soltar e a tirar toda a raiva que existia dentro de mim, porque como ele mesmo disse várias e várias vezes, não é bom para mim guardar o que sinto e o que penso dentro de mim. 

Mas o que mais me surpreende é que ele diz para mim que eu sou uma das pessoas mais racionais, ou melhor, as que mais racionaliza tudo o que sente ao invés de realmente sentir. Ele diz que eu prefiro ler e escrever para tentar compreender melhor os meus sentimentos e me contraria quando eu digo que sou uma pessoa extremamente emocional. O que se for parar para analisar realmente, faz sentido. É só contar a quantidade de livros e textos que leio e o quanto eu escrevo. Ainda não sei se estou pronta pra engolir isso, mas só sei que ele enfiou isso a minha guela abaixo e estou até agora tentando engolir para ver se consigo digerir a informação.

Eu só sei que eu preciso soltar essa energia que está dentro de mim, preciso canalizar todo esse meu sentimento para alguma coisa, porque eu estou me sentindo como se eu estivesse sendo consumida por isso. E o pior é que eu nem sei se eu vou conseguir parar que isso me consuma... mas quem sabe eu vou conseguir pelo menos diminuir o ritmo ou a velocidade disso?

Só sei que eu estou cada vez me jogando a esse sentimento sem pensar, sem me controlar e tudo isso meio que inconscientemente. Não que eu seja fã do termo inconsciente, mas é o que está acontecendo. Estou me vendo de fora perdendo o controle e convenhamos que não tem coisa pior para mim do que perder o controle sobre eu mesma. 

Eu estou com medo, essa é a verdade. Medo de me machucar novamente, medo de sei lá o que mais. Eu sei que o medo, pelo menos para mim, só me trava e me impede de fazer as coisas que eu realmente gosto, mas eu preciso, preciso me acalmar. E eu preciso canalizar esse sentimento todo para fora de mim. Preciso escrever sobre. 






sexta-feira, 8 de agosto de 2014

Acabei de ler isso num Facebook de alguém que não conhece... e holy shit, é exatamente isso o que eu penso!

Não há amor que justifique a perda da liberdade de ser quem você é. Qualquer forma de controle, qualquer coisa que te obrigue a viver dentro de moldes, que te aprisione e te limite, pode ser tudo, mas jamais poderá ser amor. Loucos humanos, que se podam apenas para terem o prazer de podar outra pessoa.

Minha casa

Cheguei... cheguei no Brasil mas confesso que o gostinho que o Estados Unidos deixou na minha vida foi algo inexplicável... algo que eu jamais vou esquecer e vou sempre me lembrar.

É claro que eu estava e ainda estou com saudades de todos os meus amigos, de toda a minha família, mas não vejo a hora de voltar para aquele país. Um país que hoje é meu sonho de consumo, meu sonho de vida. Ontem mesmo eu recebi uma mensagem que dizia que o céu foi feito para sonhar e que foi feito para que os passarinhos voem e que eu era sim uma passarinha. Então por que não sonhar? Não vou deixar ninguém mais tomar conta de minha vida e do rumo que ela vai seguir. Quero e vou seguir os meus sonhos como quem vive para isso, porque se eu não viver para seguir os meus sonhos, quem irá? Exatamente. Ninguém.

The same way that USA doesn't feel like home to someone I once knew, Brazil doesn't feel like home to me anymore. I miss USA so badly... I'll work very hard to get there and I know someday I'll! I'm going to! ♥