quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Depois de muito tempo

Você sempre com a pose de superior... volta aos meus sonhos exatamente do mesmo jeito. Engraçado como até mesmo nesses meus sonhos, pra pedir e implorar por mim, você implora de um jeito superior. Estranho, não é mesmo? Estranho saber que você não gosta de perder... e quando perde, esnoba. Mas quando ganha também. Por que isso?

Tire a sua máscara... ninguém está comprando essa sua ideia. 
Você tem ficado cada vez mais ridículo... Volte a ser você mesmo.

Porque assim, você não me engana. Ou melhor: não engana a si mesmo.

terça-feira, 28 de outubro de 2014

Depois...

É estranho dizer o quanto eu sinto a sua falta... o quanto eu gostaria que você me ligasse ou até mesmo me mandasse uma mensagem, dizendo que estará aqui em poucos minutos. A cidade borbulha para fora da minha janela, enquanto estou aqui, ouvindo meu indie e pensando sobre você. Como fazer com que você saia da minha cabeça? Como fazer com que eu consiga fazer minhas coisas sem ao menos pensar em seu sorriso ou melhor... em sua risada?

Por que você ainda vem me visitar em meus sonhos e pensamentos? Por que você não me deixa em paz e seguir em frente? Eu ainda tenho o seu vestido guardado dentro do meu guarda roupa, junto das minhas camisas xadrez... Mais do que seu vestido, eu tenho a lembrança e a memória da sua voz elogiando o meu perfume, elogiando o jeito como eu consigo ficar todo certinho antes de te ver só para você ter o simples prazer de me bagunçar por completo depois. 

Por que esse prazer? Por que me bagunçar sendo que você não vai me arrumar depois? É como se eu tivesse que me refazer - e eu tenho! que ódio - toda vez que você vai embora. E você sempre volta, de um jeito ou de outro, simplesmente pra me bagunçar de novo, e de novo, e de novo... 

3 meses já se foram e eu continuo juntando todas as peças todos os dias. E eu tenho certeza que quando eu colocar a última no lugar, você vai abrir a minha porta (afinal, você ainda tem a minha chave), assim como sempre fez, só pra me dar o seu sorriso, seu perfume e a sua lábia...

Voltei.

A paz do caos

E novamente estou aqui.. para falar dela. Quem me traz a paz, quem me traz a calma do jeito mais paradoxal possível. Ela, com seus cabelos esvoaçantes, com seu sorriso solto e até meio moleco, digamos assim.

Se ela fosse uma foto ou uma figura... ou até mesmo um desenho em minha parede, tenho certeza de que seus cabelos estariam em seu rosto da maneira mais bagunçada, com seu vestido rodado, seus olhos expressivos e seu sorriso... O sorriso que encanta, que emoldura, que brinca, que atrai.. o sorriso que me deixa curioso, o sorriso que me deixa ansioso, o sorriso que me deixa aflito... O sorriso que me faz sentir as mil e uma sensações que tenho dentro de meu peito. 

Ela é paz. Ela é caos. Ela é tudo e não é nada. Ela é minha, mas me escapa quando menos percebo... e volta outra vez só para dizer que ainda me possui e que irá aparecer quando eu menos esperar... E sumir outra vez.

Ele

Divertido, engraçado, fofo, músico.... cafajeste. Por mais que eu tente descrevê-lo de um modo diferente, cafajeste sempre vai ser a palavra que vai o definir melhor. Não tem outra pessoa que mereça mais esse adjetivo do que ele. Ele honra completamente seu adjetivo. 

A pior característica dos cafajestes é que por mais que você tente esquecê-lo ou até mesmo não pensar neles, você não vai conseguir e sempre ficará aquela pontinha de vontade te cutucando para falar com ele, para vê-lo... e ele vai te conquistar aos poucos, te amarrando em sua rede sem que você perceba e do mesmo jeito que ele te amarrou, ele te solta. E some. 

Não que isso seja bom ou ruim, mas a verdade é que eu já estou acostumada com isso. Eu adoro uma aventura dessas, porque na real, não dá pra chamar isso de romance, de paixão ou até mesmo de "um caso". Não tem nada mais excitante e empolgante do que sair com um cafajeste... o problema é que temos que tomar bastante cuidado com os nossos corações. É nesse momento que devemos fazer a nota mental de nunca, nunca darmos o nosso coração para eles. 

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

É estranho como temos uma sensação de vazio e paradoxalmente, como ela preenche os nossos corações. Essa sensação chega de repente, às vezes sem motivo aparente e se instala sem pedir licença. Porém isso nada mais é do que o acumulo de acontecimentos que deixam a gente assim. Coisas que acreditamos não ter importância, coisas irrelevantes ao nosso pensar, mas que juntas causam um estrago terrível, sem que nós percebamos. Temos que prestar mais atenção nos pequenos detalhes, nessas coisas pequenas e que julgamos irrelevantes, pois para o nosso coração, nada é irrelevante. 

Antigo

Um texto que escrevi há um bom tempo atrás... e como é engraçado que às vezes voltamos a alguns aspectos de nossa vida!

Sabe aqueles momentos em que você quer escrever, começa a escrever mas acha que tudo está um lixo, apaga tudo e deixa para depois? Pois bem, é o que tem acontecido comigo ultimamente. Tento escrever textos que expressem os meus sentimentos, minhas emoções e simplesmente não consigo. É como se tivesse uma barreira me impedindo de escrever, e o pior de tudo, é que eu realmente sinto essa barreira. O que será essa barreira? Será meu próprio medo de colocar meus sentimentos no papel? Será uma insegurança que surgiu do nada? Ou ela já estava aqui, dentro de mim, e só agora resolveu aparecer? Realmente não sei... E é por isso que eu escrevi sobre isso. Já li em vários lugares e recentemente, em uma conversa, li novamente e parei para pensar. A frase é “Devemos escrever aquilo que sentimos, mesmo que o texto não for bom. Assim, as coisas ruins saem no texto e abrem espaço para que coisas novas e boas surjam.” A frase não é exatamente desse jeito, mas a ideia é a mesma. Então, aqui estou eu, liberando o lixo para deixar as coisas boas entrarem em meus textos. Espero, dessa forma, ir quebrando essa barreira que surgiu em minha escrita.

Saudade

Inspirado num texto sobre saudade. Escrito há alguns meses atrás.

Saudade da sua voz.. De como ela cantava para mim. Saudade de como você sorria antes de pegar meu rosto com as suas mãos e devagar vir em minha direção. Saudade dos seus beijos... Saudade de seus lábios colados ao meu e de como eles percorriam e quem sabe ainda irão percorrer o meu pescoço, a minha clavícula e as minhas costas. Saudade de como sua mão me segurava firme, mas mesmo assim com carinho. De como o seu corpo se encaixava no meu. Saudade de como você sussurrava meu nome. Ou de como eu sussurrei o seu.

De como uma noite, depois de todas as nossas obrigações, você com firmeza me convidou para o seu quarto. De como me segurou contra a parede e de como me segurou, como se eu fosse apenas sua naquele momento. Posso estar devaneando um pouco, mas até agora lembro de como você me convidou, tão cheio de vontade e... bem. Você sabe.

Saudade de como as coisas foram. Saudade de como as coisas vão ser.
Não sei se é possível sentir saudade de algo que ainda nem aconteceu, mas mesmo assim sinto.
E por mais que esteja vivendo todo este momento de felicidade e do meu sonho, ainda sonho com seus lábios e seu sorriso todas as noites.

Os dedos mais dançavam no teclado do computador do que teclavam. Ela sempre gostara de como seus dedos se movimentavam neles, diferente de todos os outros. Eram movimentos delicados e rápidos, misturados com a firmeza do querer falar, do querer dizer através da escrita. 

Ele sempre olhara com carinho enquanto isso. E ela sorria, apreciando o seu olhar. Era lindo a maneira com que ele olhava para ela, sempre com admiração e respeito. Porém ele não estava mais aqui agora... e como ela sentia falta. Não doía, mas ela sabia que algo ali simplesmente não estava certo. Ela não sentia, talvez até porque não tivesse se dado conta. Era como se ela tivesse saído de casa com a sensação de que tinha esquecido algo mas simplesmente não conseguia se lembrar... E como isso incomodava. 

A sensação de saber que falta algo e saber que não está certo.
Mas continuar seguindo em frente.

Seus olhos

Não tem um dia em que seus olhos azuis não entrem em minha mente... que seu sorriso sincero não me deixe com saudade de sentir o calor do seu peito e sua mão carinhosa passando pelos meus cabelos, jogados em seu peito. Com você sempre foi diferente. Foi calmo, foi tranquilo. Foi firme. Foi doce, puro e verdadeiro.

Não tem um dia em que eu não sinta saudade de ouvir o seu "oi baby!", ou você me chamando de minha linda...

Eu acho que esse é o preço que pagamos por sermos indivíduos. Esse é o preço que pagamos por termos que respeitar os nossos limites, os nossos corações e as nossas vontades. Principalmente respeitar os nossos impulsos. Pena que eles fazem com que a gente perca algumas pessoas ou algumas oportunidades em nossas vidas. Por que isso? Seria tão mais agradável termos quem nós gostamos e que sabemos que gostam da gente ao nosso lado. Por que essa tortura? Para fazer com que a gente cresça, é isso?

Ou talvez estejamos realmente cada vez mais acostumados com as porradas diárias... com os tapas, com as agressões do que com o prazer. O prazer do amor, o prazer do sexo, o prazer da alegria e da felicidade. Por que nós temos que ficar mais acostumados com as coisas negativas do que com as coisas positivas? Por que quando as coisas positivas aparecem em nossas vidas, nós simplesmente não conseguimos suportar e fugimos delas? Será assim tão difícil amar? Deixar o amor fluir?

Ei pequeno, onde quer que você esteja... sinto falta do seu coração comigo.

Todas as noites

Não tem dia em que eu não pense... Não tem dia em que eu não pare e reflita sobre o que aconteceu, sobre o que está acontecendo... Não tem um dia em que eu não pense sobre alguma coisa que me incomoda ou que me agrade ao extremo. Talvez seja isso que tanto esteja me incomodando ultimamente: pensar. Eu sei que eu penso e às vezes até demais, embora achem o contrário... mas o que fazer para conseguir parar de pensar? É tão difícil tentar parar de controlar algo que às vezes nem é controlável... 


sexta-feira, 24 de outubro de 2014

Eu

Como já disse várias vezes, para mim é muito difícil escrever em primeira pessoa porque faz com que eu sinta os sentimentos do próprio personagem, que muitas vezes são profundos e intensos, seja qual for o sentimento dele. Para quem gosta de psicanálise, confesso ser um prato cheio, porque a projeção que acontece aqui eu realmente acredito que seja bem grande, haha. Mais um motivo para ser um pouco mais complicado escrever em primeira pessoa, porque seria meio que uma projeção escancarada em forma de palavras, que dançam na minha tela enquanto digito... Mesmo assim, vou tentando, sempre.

Eu

Minha mente é fluida, acredito que como a de todos as pessoas, vai saber. Mas para mim é sempre um pouco mais difícil prestar atenção no que está acontecendo externamente, ou seja, fora de mim. Se consigo me perder dentro de meus próprios pensamentos, imagina no dos outros? Acontece que eu nunca consegui desvincular meus pensamentos... principalmente quando alguém está compartilhando os seus comigo. É como se a minha mente fosse aberta para o universo, fosse infinita. Meus pensamentos chegam, se instalam e com a mesma intensidade em que eles chegam, vão embora. São como estrelas, que brilham mas depois de um brilho forte e intenso, morrem...

Acho que para mim a coisa mais difícil é eu conseguir me concentrar na fala de alguém... talvez seja por isso que eu adore olhar nos olhos e sorrir. Meu sorriso e meus olhos são umas das portas para a minha alma, eu reconheço... e não somente para a minha alma, mas para a minha mente e para o meu corpo também....

(Continua...)


sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Inspiração

Não é sempre que estou inspirada e isso é horrível. Por mais que eu queira escrever, não consigo. A inspiração não vem. Começo a escrever, a juntar as palavras e acho que tudo o que eu escrevi não vale a pena de ser compartilhado ou que não é bom o suficiente... acontece. Todo mundo que escreve passa por isso e eu espero do fundo do meu coração que quem não passe por isso que por favor, me ensine a não passar. 

Eu realmente acho que os textos são uma das formas mais bonitas de compartilhar sentimentos, além de claro, demonstrá-los. Talvez seja porque não consiga demonstrar tão bem assim o que sinto, ou às vezes não exatamente o que sinto, mas como ser carinhosa. Após um certo tempo de intimidade, até que consigo demonstrar bem, mas só quem realmente sabe o que é a dor de se expor e depois ter uma volta negativa, sabe o quanto é difícil continuar demonstrando os sentimentos e o carinho pelas pessoas que se importa, exatamente pelo medo de sofrer novamente. O que eu sei e entendo que seja uma besteira, pois essa insegurança, esse medo realmente atrapalha a nossa vida, não deixa com que ela flua em seu caminho... 


segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Provoca-me...

Um quarto escuro... um sentimento estranho. A ansiedade de saber o que estava acontecendo e o que iria acontecer. O medo do imprevisível, o medo do que estava por vir. Ele suava e as gotas do seu suor se acumulavam em sua testa. O quarto estava escuro e uma venda estava sob seus olhos. As amarras em seus braços estavam começando a incomodar e ele não se sentia nenhum pouco confortável em se sentir submisso aquilo. O que estava acontecendo, quem pusera ele ali? Ele sentia no ar um perfume conhecido, mas de onde vinha aquele perfume? Ele só tinha a certeza de ser um perfume feminino, e nada mais. Afinal, só o perfume de uma mulher poderia levá-lo até ali, certo? E esse sempre fora seu ponto fraco... mulheres. Elas realmente faziam o que queriam com ele, tiravam o seu suor, o seu sangue, tiravam sua força e paradoxalmente, ao mesmo tempo que tiravam, o energizava cada vez mais. 

Foi então quando o barulho do salto no carpete de madeira fez a sua primeira comprovação. Era uma mulher que estava ali e o jeito com que o salto batia no carpete ele podia sentir e tinha toda a certeza do mundo em como ela estava ali, rebolando enquanto caminhava para ele, do jeito que ele sempre apreciara em uma mulher... ele conseguia até imaginar o jeito em que ela caminhava, por mais quem fosse, olhando para ele de um jeito confiante, de um jeito extremamente sedutor... Como se ela fosse devorá-lo por inteiro. Como se ela fosse fazer com que ele fosse seu para todo o sempre. 

Seus sentidos começaram a ficar mais aguçados. A ansiedade agora ultrapassava o medo e a vontade de saber quem realmente estava lá era esmagadora. Seu coração estava acelerado, seu peito quente e as mãos geladas só traíam o seu estado físico. Ele queria saber quem era ela e era agora. 

É então que ela sussurra em seu ouvido... o som de sua voz, o seu hálito quente em sua orelha só fizeram com que ele se arrepiasse por inteiro ainda mais. Você sempre quis, não me engane. E ele sempre quisera, ele sabia disso. 

Agora ele sabia quem era. Ele sabia que ela estava ali, em seus saltos pretos, assim como os seus cabelos, que deviam estar caindo como ondas em suas costas, as costas que ele sempre gostou... Que ele sempre fazia questão de elogiar. E como ele a conhecia bem, ele sabia que ela estava usando o seu melhor batom vermelho, que provavelmente deixou uma marca em sua orelha quando ela sussurrou em seu ouvido. O seu olhar penetrante e o sorriso provocante que faziam com que ela fosse leve e penetrante ao mesmo tempo. O olhar que acompanhava todos os seus sonhos, o olhar que fazia com que ele acordasse no meio de tantas noites, só de pensar neles. E sua voz... a voz que era viciante e extasiante. Por que ela fazia isso? Por que ela o provocava sendo que ela sabia que ele a queria cada vez mais? Pra quê fazer isso se ela sabia que de nada adiantava... Para vê-lo sofrer? Para vê-lo pedir por ela e chamar o seu nome cada vez mais? É como se ela o cercasse aos poucos e quando ele menos imaginasse, ele estaria em seu colo, em seus braços, pedindo para ela que ela fosse sua... Mas ela nunca atendia a esse pedido. Então por que a tortura?

Mas como sempre, o seu pensamento se escapou no exato momento em que ela tirou a sua venda. E ele pode ver que ela estava do jeito que ele imaginou, do jeito que ele sonhou... o olhando com o mesmo olhar e sorriso provocadores... E foi então que sua mente parou de funcionar novamente e ele era somente emoções e sensações... outra vez.
Talvez a melhor forma de escrever é exatamente quando a gente processa os nossos sentimentos para só depois colocá-los no papel. Mas eu nunca vou dispensar uma boa trilha sonora pra depois escrever, é simplesmente muita perda de tempo. Eu acabei de sair do cinema e de assistir um dos filmes mais inacreditáveis que já assisti. Foi até engraçado, mas eu me imaginei assistindo ao filme com alguém que eu sabia que a conversaria renderia horas sobre... 

E é incrível como até mesmo o personagem me lembra essa pessoa, mesmo que inconscientemente. O formato do rosto, a voz meio morta, o rosto sem expressividade. Hahaha, minha amiga estava certa. Realmente eu tenho um padrão físico para homens. O que talvez seja bom. Ou não, vai saber. 

É engraçado até mesmo como a minha cabeça dói depois de assistir um filme complexo, um filme que desafie o meu cérebro e a minha percepção. Mas depois que peguei o jeito, foi fácil identificar o que vinha a seguir. O que mostra que eu tenho uma boa intuição ou percepção, certo? O que é bem complicado, porque essa minha percepção tem mostrado coisas para mim mesma muito antes delas acontecerem, até mesmo em minha vida, na realidade. O que me força a pensar novamente sobre tudo o que estou vivendo. Ah! Como filmes fazem com que a gente reflita sobre nós mesmos até mesmo quando o assunto não tem muito a ver com você...

domingo, 12 de outubro de 2014

Leveza

Há quanto tempo não me sentia leve... parece que a onda do sufoco realmente está passando - se é que já não passou. A viagem colaborou para isso mas depois da turbulência ao voltar pra realidade, acredito que estou começando a colher os frutos que irão ficar para sempre em minha vida depois de um grande momento de reflexão, de sentimentos.... depois de um grande momento e depois de muito tempo que eu não olhava para mim mesma. 

Eu comecei a entender que nós precisamos cultivar a nossa felicidade em nós mesmos e não em outras pessoas. Depender do outro para ser feliz é horrível e eu acredito que posso ser feliz comigo mesma, sem precisar do outro ou de alguém para cuidar de mim. Eu posso cuidar de mim mesma sozinha. Claro que compartilhar os momentos, os sentimentos e tudo o que você vive com outra pessoa é incrível e às vezes sinto muita falta disso, mas antes de conseguirmos compartilhar isso com as outras pessoas, precisamos aprender a compartilhar com nós mesmos. Precisamos ser inteiros para assim estarmos prontos para outras pessoas... e eu acho que finalmente entendi isso. 

Ouvir de alguém que meu sorriso é lindo, leve e que eu realmente estava me divertindo foi simplesmente sensacional. E não só o meu sorriso como o meu rosto inteiro. Meu rosto, minha feição, minha expressão facial como um todo. Sexta-feira consegui ser quem eu realmente sou, consegui misturar todas as Milenas dentro de mim mesma em um só momento. Consegui me sentir completa e inteira sendo quem eu gosto de ser, dançando, sorrindo, brincando, seduzindo... consegui me sentir completa. 

Consegui me sentir leve depois de muito tempo.

sexta-feira, 10 de outubro de 2014

Ela

Ela sempre foi aquela menina com um sorriso fácil no rosto, meio inocente mas de boba nunca teve nada. A mente dela era a mais avoada e seus pensamentos iam de A para Z em instantes... às vezes nem entendia o que eu falara, não sei se por não prestar atenção ou não conseguir se concentrar enquanto eu falava... Era como se eu nunca soubesse se ela estava perdida em seus próprios pensamentos ou zombando de mim. Era estranho também a forma com que ela me fitava como se eu fosse a pessoa mais meiga ou a única pessoa do universo e do nada, seu olhar de fofo passava para provocante em menos de um piscar de olhos, como se dissessem para mim "Eu te enganei o tempo todo... e ah, como foi divertido!". Falando em olhos, que olhos... castanhos, mas tão castanhos que pareciam uma jabuticaba e que sempre faziam com que eu me perdesse dentro dela todas as vezes em que olhava apenas para eles.. olhos que gostavam de brincar comigo, olhos que me faziam de palhaço e de mais o que eles quisessem fazer comigo. 

Sua mão... ah, sua mão. Macia, delicada. As unhas sempre feitas, faziam com que o toque fosse uma mistura de delicadeza e provocação que eu nunca soube entender ou explicar. A maioria das vezes, o anel que trazia em um dos seus dedos só traziam mais uma graça em seus gestos, misturados com a vontade e o prazer de simplesmente me provocar... E ela conseguia. Se fingia de inocente, distribuía sorrisos para depois, quando menos percebesse, descobrisse que na verdade quem sempre estivera completamente dominado e em suas mãos era eu




quinta-feira, 9 de outubro de 2014

Geralmente

Geralmente eu chego no trabalho, sento em minha mesa e vejo o dia passar na recepção do escritório... pessoas chegando, pessoas indo, pessoas passando e sorrindo. Pessoas agradáveis e outras nem tanto. Essa é a vantagem de trabalhar na recepção de algum lugar, o contato com as pessoas, o contato com os sentimentos e sorrisos do dia-a-dia... Porém não é sempre que estou assim, não é sempre que estou assim como estou hoje. Sorrindo, feliz, alegre... notei a diferença assim que entrei no escritório e abri todas as portas e janelas. Ah, sou eu quem abre o escritório na maioria dos dias....

Enquanto abria as portas, abria as janelas e olhava o raio de sol entrando aos poucos dentro da sala, senti algo diferente... senti algo feliz. Geralmente eu chego, abro tudo com cara de cansaço e já sento para trabalhar ou para ficar encarando a tela do meu computador, esperando alguma notícia ou novidade da minha chefe. Esperando alguma ordem ou algum pedido... hoje a primeira coisa que fiz, foi regar todas as plantas... era estranho o quanto elas estavam secas e eu nunca tinha parado para perceber isso. Foi um pouco triste, porque ninguém gosta de ver a vida se esvaindo por falta de cuidado... Não é como se a chuva estivesse ajudando. 

Mas enquanto eu regava cada planta, era como se ela se erguesse um pouco e, quase passando despercebido, sentia um leve agradecimento. Até as plantas que ficam escondidas e que nunca tinha me dado conta receberam água... 

E foi assim que meu dia começou. Feliz, alegre, descontraído... simpático. Feliz.

segunda-feira, 6 de outubro de 2014

Ela sempre pensava no futuro, sempre tentando sonhar com os pés no chão. O que ninguém tinha contado para ela ainda é que isso era praticamente impossível. Ela fantasiava, pensava nas coisas que iria e iriam fazer sem saber enquanto esperava chamarem sua senha no restaurante japonês. Acontece que enquanto o seu prato demorava, muitas coisas podiam mudar. Muitas coisas podiam se transformar e tudo, em menos de vinte minutos, poderia tomar um rumo totalmente diferente. O que ela não entendia era relativamente fácil para outras pessoas... As nossas escolhas e as nossas ações realmente mudavam drasticamente o rumo que sua vida iria tomar. 

 Mas por que as coisas tinham de ser tão difíceis e complicadas enquanto para outras pessoas tudo parecia ser mais simples? 

 Não que a transformação para ela fosse algo ruim, muito pelo contrário, ela adorava transformações, mas a cada passo que se transformava, ela vivia uma contradição. Ao mesmo tempo em que adorava transformações, queria se sentir segura delas. Como, eu também não sei. Mas a cada instante ela deseja voltar para o lugar onde ela sentiu que as oportunidades eram possíveis e que sentar e ler um bom livro, escutar o guitarrista surpreendentemente brasileiro enquanto esperava a linha B do metrô.

domingo, 5 de outubro de 2014


Ela estava deitada, com sono, enquanto sentia seu corpo sendo abraçado por ele. A noite não tinha sido fácil, trabalhou o dia inteiro, horas extras e reclamações do departamento sobre complicado projeto que estava sendo desenvolvido... As brigas do casal durante a semana também não estavam ajudando e seu julgamento estava consideravelmente afetado por todo o estresse. Era uma sexta-feira, porém não uma sexta-feira comum ou normal, que os dois estariam juntos com seus amigos num barzinho, ela tomando sua caipirinha e ele com seu refrigerante. Essa era apenas uma das diferenças entre os dois, que eles não se incomodavam nenhum pouco. 

Naquela sexta-feira, ela não estava cansada. Mais do que cansada, exausta. Ela sentia a raiva de si mesma escorrendo através de seus olhos até suas bochechas. Ela sentia o desespero daquela situação não acabar, não terminar. Ela, que sempre tinha seus objetivos bem claros em sua mente e em sua visão, agora não enxergava nada. E como aquele momento de escuridão a incomodava. Ela queria enxergar alguma coisa, pelo menos alguma coisa que a desse segurança. Que mostrasse para ela que tudo aquilo ia passar, mas não. Não passava.

Ele
Então, ele, mesmo que triste, com raiva... mesmo querendo brigar com ela, levantar a voz. Mesmo querendo que ela entendesse o seu lado, mesmo querendo que ela parasse um pouco para refletir e olhar que a sua semana também estava ruim... a abraçou. Aninhou-se ao seu lado na cama em silêncio, e simplesmente a abraçou. "Calma, meu amor. Tudo vai ficar bem". Foi então que as lágrimas dela desceram com mais ferocidade pelo seu rosto, seus soluços, seu desespero se mostrou evidente. Ele sabia que ela se preocupava com ele, ela sabia que ela entendia o seu lado e era esse também o motivo de seu choro...

Ela
E com aquele abraço, ela desabou... ela queria se agarrar nele, grudar nele e não soltar mais. Ela o queria por inteiro, queria sentir a firmeza dos braços dele a aninhando, a segurando. Ela queria cada vez mais a segurança que ele proporcionava para ela naquele momento.. o calor do seu abraço, do seu beijo, o calor de sua voz em sua orelha. O calor daquele momento que os dois compartilhavam um com o outro. Ela queria que ele não fosse embora, que ele continuasse ali, mas não era possível. O que ela faria sem ele? Ela sabia que conseguia seguir em frente, mas por que? Por que na vida dela tudo tinha de ser tirado sem dó e piedade? Por que as coisas sempre tinham que durar somente um instante, sendo esse instante 2 meses ou dois anos? Por que o universo fazia questão de apresentar pessoas erradas em momentos certos e pessoas certas em momentos errados? Ela estava cansada de como o seu coração inchava e e transbordava sentimento e depois era machucado ou arranhado pela insensibilidade do universo. Não era somente uma questão de escolha, era a ironia do destino e do universo rindo dela, zombando dela. 

E naquela noite, somente por mais aquela noite, eles dormiram enquanto se abraçavam, juntos.





Minha cabeça explode, meu coração explode... tudo explode dentro de mim neste exato momento. É como se eu tivesse colocado a minha cabeça dentro de uma balde d'água por um bom tempo e tivesse tirado agora. Estou com os olhos cansados, sentindo a minha garganta queimar, minha cabeça zonza de tanto pensar...

Você

Só de pensar em você, meu coração já esquentou. Já senti meu coração começar a dar alguns pulinhos involuntários. Meu rosto está quente, meu peito está quente... eu estou quente. Sei que sou um pouco mais quente que a maioria das pessoas, mas agora eu realmente estou sentindo meu corpo arder. Arder em sentimento. Arder só de olhar para a sua foto, só de pensar e lembrar o jeito que você me olha. O jeito com que você me beija, o jeito com que você coloca a sua mão no meu pescoço e me puxa para você. O jeito com que você me faz rir, mesmo em situações que não são tão agradáveis assim. O jeito com que você pegou o meu rosto e me colocou no seu peito, deixando as minhas lágrimas rolarem e falando "Calma, meu amor... vai ficar tudo bem. Vai ficar tudo bem.".

Eu realmente não sei se tudo vai ficar bem, mas eu espero que sim, do fundo do meu coração. Eu realmente não queria que as coisas se desenrolassem assim, mas quem queria? Acredito que você também não pensou que fosse ser assim...

Mas o que me consola é saber que você me ama. É saber que meu coração está com você e o seu comigo, mesmo não estando juntos. É saber que você quer meu bem, minha felicidade ao ponto de me deixar ir, esperando com que, quem sabe um dia, eu volte. E eu faço a mesma coisa, embora forçada, confesso. A vontade de voar é grande, imensa e acredito que você, acima e mais do que todas as outras pessoas entende completamente isso. Mas meu egoísmo às vezes fala mais alto, querendo sair correndo e ir até você ou ao ponto de gritar seu nome mentalmente, querendo que você se materializasse em minha porta. Sorrindo para mim, me esperando em frente ao carro, sorrindo, me ajudando a abrir o portão... Abrindo a porta do carro para mim e toda vez que eu agradeço, você "magina, meu amor".... 

A vontade de ter você aqui do meu lado agora, me amparando e me fazendo carinhos é imensa. A vontade de ter você aqui, me beijando, brincando comigo... a lembrança de ontem não para de vir em minha mente. É engraçado o como nós dois conseguimos ser mais estabanados e desastrados ainda, juntos. A forma com que nós dois conseguimos rir um do outro e ainda assim, não nos ressentir. A forma com que você se preocupa até com a música que está tocando porque você sabe do que eu gosto e de como as coisas fluem melhor com um Pink Floyd ou até mesmo Rush tocando... E posso falar uma coisa? A escolha de colocar blues para tocar a hora que você me buscou foi sensacional.

Rô... Eu quero voar. Eu sinto que preciso, mas por que não posso ter você ao meu lado neste momento? Fico me perguntando isso o tempo todo e desde que começamos a conversar sobre o nosso entrave, penso nisso. "Por que não posso ter ele ao meu lado? Por que não posso ter ele para voar comigo?", sendo algumas dessas perguntas realmente literais. As lágrimas que rolam no meu rosto agora são inevitáveis. Sinto ela ardendo em minha garganta e ardendo enquanto escorre pelas minhas bochechas. 

Me desculpe por ser tão egoísta. Mas é necessário... infelizmente agora, é necessário. Eu sei que poderia ser diferente, eu sei que poderia tentar... mas nós dois temos que nos preocupar com nós mesmos, principalmente nesse momento. Às vezes agora será um momento que nos foi dado para pensarmos um pouquinho mais sobre as nossas crenças, sobre os nossos princípios. Para repensá-los, ponderá-los... Eu não sei. Talvez esse seja o momento em que devemos levar em consideração os nossos princípios ou o dos outros, eu não sei. Não somente você, meu amor, mas os meus também. E, como disse ontem, devemos abdicar de nossos princípios somente se chegarmos a conclusão de que abdicar deles nos trarão mais felicidade do que infelicidade. Não sei se você pensa nisso, porém eu penso a cada instante, a cada minuto, a cada segundo. Eu não sei porque ainda não tentei, mas acredito que esse tempo irá me mostrar isso, assim como talvez irá mostrar para você.

Meu amor... eu sinto que quando a luz dos olhos meus e a luz dos olhos teus se encontram, elas encontram também o carinho e o sentimento em sua mais pura forma. Em sua mais sinceridade e serenidade. Não é um amor maluco, não é um amor conturbado, muito pelo contrário. É um sentimento que me aquece e me faz pensar em você com carinho a todo instante. Eu não quero o teu mal, muito pelo contrário. Eu quero sua felicidade e o seu bem-estar em todos os momentos de sua vida. Queria eu também estar do seu lado para compartilhar isso com você, porém agora não será possível.

Mesmo assim... aqui vou eternizar a sua promessa. (Eu disse que iria escrever)

Não interessa se eu estiver namorando, se eu estiver solteira, se eu estiver na Finlândia... Suas 40 horas de voo vão chegar e você vai sim me levar para voar. Eu vou esperar por isso assim como alguém que caminha almeja o seu destino final. 

No momento nós iremos caminhar sozinhos... mas eu realmente espero, do fundo do meu coração, de minha alma, que nossos caminhos se cruzem novamente lá na frente.
Essa realmente não foi uma semana nada fácil... mil coisas aconteceram e acredito que se apresentaram em minha vida para me testar. Testar minha paciência, testar o meu limite. Testar para conseguir ver até onde consigo ir sem desabar e quando eu desabei, perceber que tinham pessoas do meu lado para me segurar, para me apoiar. Para mostrar para mim o quanto sou bonita, por dentro e por fora. O quanto eu devo persistir e prosseguir para que assim minha caminhada continue. Não, não foi uma semana fácil, mas também... o que esperava? Eu não sou uma pessoa fácil e exijo desafios para que a minha vida se mostre interessante. Exijo desafios para que assim eu possa crescer e amadurecer. Amadurecer o jeito com que penso, amadurecer o jeito em como coloco as coisas em prática, amadurecer até mesmo o jeito em que sinto. 

Eu acredito no poder do amadurecimento. Acredito que quando mais maduros estamos, melhor conseguimos digerir as coisas que nos são apresentadas durante a vida. Durante essa caminhada dura. Acredito que ninguém, nenhuma pessoa tenha uma cruz tão grande que não seja capaz de segurar. Não nos são dados desafios que não podemos cumprir. E o mais legal é que junto com os desafios, também nos é oferecido suporte. 

Agradeço mais do que tudo os meus amigos por sempre estarem ao meu lado e me darem seu ombro e abraço amigo para que assim, consiga continuar minha caminhada.

sexta-feira, 3 de outubro de 2014

Pequena inspiração

Uma pequena inspiração, daquelas inspirações diárias, que chegam do nada, em momentos inusitados.

A sala não estava nem cheia, e nem vazia... mas sim mais ou menos cheia. Ou mais ou menos vazia. Do jeito que você preferir mais.
Fiquei te observando enquanto você, com sua voz firme e grossa, parou com o burburinho que existia na sala. Você, com apenas seu "boa noite", conseguiu calar a todos, fazendo com que a nossa atenção se prendesse apenas a você. E foi assim que fiquei.
Por um breve momento, fiquei presa a você, assim como você disse em sua poesia. Na poesia em que você lia para a gente. E eu, como adoro uma boa poesia, principalmente recitada pelos lábios de um homem - o que é muito raro nos dias de hoje - fiquei quieta e apenas ouvi. Mas não somente ouvi, como me prendi à você naquele pequeno instante.

Me encantei por você, apenas por aquele instante, assim como todas as coisas que acontecem em minha vida: pequenos instantes. Parece que tudo o que acontece comigo são em pequenos instantes. Começam, se desenvolvem e terminam em poucos segundos. É um rebuliço de sentimento que sinto e quando percebo: eles já não existem mais.