terça-feira, 24 de março de 2015

Pensar, refletir e acredito que racionalizar são coisas muito mais fáceis de se fazer do que muita gente pensa. Você pensa de um jeito mais lógico, dá ordem as coisas e pronto. Tudo faz sentido. Agora é externalizar esse processo que é extremamente difícil porque o que muita gente não entende é que o ato de falar é extremamente emotivo e sentimental. Principalmente na hora de falar para as pessoas ou deixar esses sentimentos saírem. Cada vez mais tenho lutado contra essa maré de falar o que sinto, tentando sempre racionalizar para não parecer uma pessoa extremamente sentimental e emotiva. Sim, eu faço isso embora não pareça e sou muito mais racional do que emotiva, mas sou sentimental. 

Externalizar aquilo que a gente tem guardado dentro do nosso peito, do nosso âmago é um processo extremamente difícil. Não é a toa que existem as couraças ou a repressão. E nesse quesito eu sou muito mais Reich do que Freud. Por que sublimar algo que deveria sair pela sua via original? É um processo muito mais saudável e que no meu ponto de vista, evita a somatização. Não é um processo fácil, nenhum pouco. Eu mesma peno várias e várias vezes para conseguir não sublimar ou somatizar alguma emoção ou sentimento meu. 

Eu quero ser um ser humano vivo, feliz e com energia. E por isso que entendo que preciso soltar e liberar o que tenho dentro de mim para o mundo. 

terça-feira, 17 de março de 2015

There's a lot of things left unsaid...

E pelo jeito vão continuar assim mesmo. 

Rascunhos de um novo blog

Eu sempre quis falar sobre várias coisas. Várias mesmo. Tenho um blog de livros, tenho esse meu blog de textos mas eu sempre quis englobar uma coisa na outra e nunca pensei em fazer um domínio meu. Sei que agora, com essas coisas de mundo das blogueiras, essa prática ficou super comum mas acho que poucos blogs úteis e realmente legais aparecem diariamente. Talvez por ter virado uma profissão, muitos deles perderam a espontaneidade e a criatividade da coisa. 

Eu sempre tive um jeito mais pessoal e mais meu mesmo de blogar. Tanto para escrever como para compartilhar o que eu penso. É por isso que eu fiz o Milena Pieroni. Um blog meio rascunhado que ainda não tem nada e não sei se vai chegar a ter alguma coisa, pelo menos agora. Achei legal já começar a criar e a ter algo meu pra que ninguém pegue esse nome... Não que existam mil Milena's Pieroni's por aí, hahaha. 

Mas quem sabe o futuro de mais um projeto novo?

domingo, 1 de março de 2015

Fast-food

Às vezes eu me sinto como um fast-food. E isso é tão triste. É como se eu vivesse a vida tão depressa que não tivesse tempo para reparar nas coisas belas da vida. Na arte, na música, na cultura. Nas pessoas. Em como a vida é tão imensa e bela. Mas tão rápida, infelizmente. Talvez até como um fast-food. 

Eu queria ter mais tempo. Queria ter mais tempo para ler todos os livros que eu quero, acompanhar todas as estreias de filmes, músicas, álbuns, shows que eu quero ir. Queria que meu dia tivesse umas 36 horas e eu dormisse apenas 2 horas dela. Ou talvez que eu não dormisse at all. Eu queria poder falar italiano, espanhol, grego. Queria ser uma profunda conhecedora de mitologia grega mas também da arte dos números, como um engenheiro. Eu queria poder conhecer todas as artes e culturas. Eu queria poder ser como um Leonardo da Vinci que sabia de tudo e mais um pouco, além de ser excelente naquilo que fazia. Eu queria poder viver em um mundo menos informatizado, mesmo sendo terrivelmente apaixonada pela tecnologia. Talvez eu queira viver num mundo menos rápido, afinal. Mesmo que a rapidez também me fascine. Eu queria poder saborear de verdade os gostos da vida leve. Mesmo às vezes tendo que saciar a minha fome profunda com uma comida qualquer...